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Dono de prédio que marquise caiu em Gaibu ainda não foi localizado

A marquise de um prédio caiu em Gaibu e matou três pessoas; Defesa Civil do Cabo apontou que local não tinha alvará de funcionamento

Rádio Jornal
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Publicado em 07/08/2017 às 15:46
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O prédio em que uma marquise desabou em Gaibu, no sábado (5), e matou três pessoas amanheceu interditado nesta segunda-feira (7). Na calçada, ainda tinham escombros da estrutura. Os engenheiros da Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho chegaram por volta das 9h e interditaram a avenida para fazer uma vistoria mais detalhada.

Eles estavam tentando identificar as causas do acidente. Analisaram pavimento por pavimento e descobriram que a estrutura também era utilizada como varanda. Provavelmente, o material utilizado não suportou o peso do fluxo de pessoas, como explicou a secretária executiva de Obras do Cabo, Maria Conceição Lafaiete.

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Os técnicos também identificaram a necessidade de demolir as marquises que restaram. Elas também ameaçam desabar. Inclusive, a queda da estrutura de concreto também abalou uma casa verde que fica ao lado, formando uma rachadura na faixada. O prédio deve ficar também interditado por tempo indeterminado. O dono, identificado apenas como Regis, ainda não se apresentou. Segundo a coordenadora da defesa civil, Ana Sandra Souza Leão, ele era o dono da pousada, que já não tinha mais alvará de funcionamento.

Confira os detalhes na reportagem de Cinthia Ferreira:

Tristeza em quem sobreviveu

Os pais do menino Gilberto Balbino Neto, de 12 anos, morto no acidente, moram em frente ao local do acidente e estavam sendo consolados por amigos e parentes. Eles não tinham condições de gravar entrevista.

O dono da sorveteria, seu Ivaldo Rufino, também estava muito abalado e não quis dar entrevista. Ele estava dentro do estabelecimento quando tudo aconteceu. Ele disse que alugou o lugar há dois meses por R$ 500.

Vítima sepultada

E foi sepultado no Cemitério São Sebastião na cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte do Recife, o corpo de José Vicente da Silva, de 47 anos. José Vicente morreu após a marquise de uma pousada em Gaibu, no litoral sul do Estado, desabar no momento em que ele estava em uma sorveteria que funciona no mesmo prédio.

Ele era funcionário de serviços gerais do Conservatório Pernambucano de Música no Recife e no último sábado (5) tinha ido a passeio com um grupo de amigos do trabalho para a praia. Na volta para casa ele parou para tomar um sorvete, foi quando a estrutura de concreto desabou.

Outras duas pessoas que também estavam lanchando na sorveteria foram atingidas pelos escombros e morreram no local.

No velório, a esposa de José Vicente, a também auxiliar serviços gerais Maria José da Silva, esteve acompanhada a todo instante pelos filhos, por parentes e por dezenas de amigos. Ela prestou a última homenagem ao marido pedindo paz na sociedade.

Altamira Ramos, amiga da família, lembrou que José Vicente tinha o sonho de ser músico e que um dia antes do acidente ele tinha saído de casa cantando.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

As outras duas vítimas fatais do desabamento Alisson Barbosa de Souza, de 21 anos, e Gilberto Balbino Neto, de apenas 12 anos de idade, foram sepultadas no domingo (6).

Mais três pessoas ficaram feridas e estão hospitalizadas.

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