PARANÁ

Doceira acusada de entregar brigadeiro envenenado é condenada a 30 anos de prisão

Conforme decisão, a doceira poderá recorrer em liberdade, mas está proibida de se aproximar das vítimas

Rádio Jornal
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Publicado em 08/08/2017 às 8:54
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Acusada de enviar bombons envenenados, a doceira Margareth Aparecida Marcondes foi condenada a 30 anos e três meses de prisão em regime fechado por quatro crimes de tentativa de homicídio. O caso ocorreu em março de 2012, em Curitiba, no Paraná. O julgamento começou por volta das 13h de segunda-feira (7) e encerrou por volta das 2h desta terça (8).

A suspeita enviou à família da adolescente Talita Machado Teminski os doces de sua festa de 15 anos. Antes de oficializar a encomenda, Margareth enviou algumas amostras para a casa da menor por meio de um taxista.

Envenenada, Talita chegou a ficar internada na UTI por oito dias e teve duas paradas cardíacas, outros três menores também provaram os doces e passaram mal. Outros três adolescentes também experimentaram os bombons e foram encaminhados para hospitais com intoxicação alimentar. As informações são do Tribuna-PR.

Conforme a decisão do 1.º Tribunal do Júri de Curitiba, Margareth poderá recorrer em liberdade, mas está proibida de se aproximar das vítimas. Ela também deve comprovar endereço e atividade lícita à Justiça a cada três meses e não pode se ausentar da comarca em que reside sem autorização.

À Polícia Civil, a ré, que era amiga da família da vítima, não soube explicar o motivo do crime.

Para os investigadores, a doceira teria gasto os R$ 7,5 mil que a família adiantou para a produção dos doces. Ela teria, então, enviado os bombons envenenados na tentativa de adiar a comemoração.

Ainda segundo a polícia, a doceira agrediu o ex-marido quando ele descobriu o crime. Ela teria golpeado a vítima, que ficou desacordada, com um rolo de macarrão.

Durante as investigações, a empresária chegou a confessar o crime à Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Joinville. No entanto, o advogado de defesa, Luiz Cláudio Falarz, afirmou durante o processo que a cliente estava fora de si na fase do inquérito policial. Segundo o defensor, a doceira estava acostumada a preparar quitutes para eventos de toda a família e não teria motivo para praticar o crime. Por isso, durante toda a fase de instrução penal, Margareth negou sua participação na tentativa de homicídio.

Outra condenação

Dez dias após o envio dos bombons envenenados em 2012, o ex-marido da doceira, Nercival Cenedezi, na época com 49 anos, foi encontrado pela polícia de Joinville com sinais de espancamento pelo corpo. Havia sinais de luta corporal e marcas de sangue por toda a residência dele. O homem foi internado e sobreviveu.

Margareth foi condenada dois anos depois, em 2014, pela tentativa de homicídio qualificado. Sua pena foi de 10 anos e 8 meses de reclusão e ela chegou a cumprir parte da condenação em regime fechado. Desde o início deste ano, entretanto, a mulher passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, em regime semiaberto.

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