Entrevista

Estamos honrando a folha do mês, diz secretário em meio à pressão por reajuste

Ricardo Dantas falou sobre o aumento salarial dos servidores do Recife; afirmou também estar próximo de um limite da lei de responsabilidade fiscal

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Publicado em 09/08/2017 às 10:49
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O secretário de finanças do Recife, Ricardo Dantas, pediu a compreensão do servidores do município diante de um aumento salarial menor do que o do ano passado. Segundo Ricardo, este ano foi oferecido pelo prefeitura um reajuste de 2%, três porcento a menos daquilo proposto em 2016.

>> Servidores do Recife fazem protesto e anunciam greve por questão salarial

Confira a entrevista com o secretário de finanças do Recife na íntegra

"No fechamento do semestre, estamos em 50.47%, menos de um porcento para o limite prudencia e é por isso que o aumento oferecido ao conjunto dos servidores é condicionado a redução desse indicador, da lei de responsabilidade fiscal. Os servidores precisam entender que estamos honrando as folhas do mês de os décimos da gestão anterior", comentou Ricardo Dantas.

Os servidores públicos do Recife anunciaram, no último dia 27 de julho, o início de uma paralisação por tempo indeterminado nas atividades como forma de reivindicar melhores condições salarias. Os servidores fizeram, na última terça-feira (8), uma paralisação conjunta contra a proposta de 2% de reajuste, fixada junto à redução de gastos com o pessoal na Receita Corrente Líquida (RCL) pela Prefeitura.

A situação econômica do país foi o principal motivo para o menor reajuste, segundo o secretário. "Vivemos o terceiro ano de recessão no país. É uma situação semelhante ao pai de família que manteve o seu emprego e sua renda vem sendo deteriorada pela inflação, e para isso é preciso fazer ajustes. Foi oferecido ano passado 5% de aumento. Esse ano a coisa tá mais difícil. Estamos oferecendo um abono de R$ 600,00, um aumento de 16% no vale refeição e 2% no salário".

Guarda municipal adere à greve

Os guardas municipais do Recife decidiram, também na última terça-feira (8), deflagrar greve a partir do próximo sábado (12). Os manifestantes reclamam do reajuste de 2,5% para o salário dos profissionais proposto pela gestão, além de reivindicar o armamento de todos os guardas.

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