DEPRESSÃO

#DepressãoNãoéFrescura

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão

Rádio Jornal
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Publicado em 17/08/2017 às 1:52
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“Alguém considerar a depressão frescura é uma falta de sensibilidade sem igual”, destacou o psicólogo Sylvio Ferreira no programa Movimento da Rádio Jornal desta quarta-feira (16). A depressão é uma doença grave, que precisa ser falada e tratada com mais atenção por parte da sociedade. Considerada a principal causa de saúde e deficiência no mundo, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão.

A produção do programa Movimento trouxe para esclarecimento sobre o tema perguntas de mulheres que integram um grupo feminino no facebook, assim como a participação dos ouvintes. Levantamos a hashtag #DepressãoNãoéFrescura. O psicólogo Sylvio Ferreira, que é professor da Universidade Federal de Pernambuco respondeu ao vivo as questões levantadas. Ouça, quem sabe a dúvida que você tem foi respondida por ele.

Confira na íntegra:

Como identificar sinais de depressão?

Segundo a OMS, a depressão se caracteriza como um transtorno mental comum, no qual, é constituído por uma tristeza persistente e desinteresse na prática de atividades antes executadas normalmente, o que inclui atividades diárias consideradas simples como pentear o cabelo, tomar banho, ir comprar pão em uma padaria, dentre outras situações.

Além disso, as pessoas com depressão podem desenvolver variações físicas e psicológicas como a perda de energia; mudança no apetite; dormir demais ou ter insônia; ansiedade; dificuldade de concentração; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desespero e, em casos mais avançados, pensamentos de auto ferimento ou suicídio.

Depressão atinge mais as mulheres

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a depressão se desenvolve com mais frequências nas mulheres, sendo duas para cada homem diagnosticado com a doença. Vários fatores podem contribuir para isso: dependência econômica, violência, excesso de trabalho ou ausência de oportunidades, imposições sociais, situações de estresse extremo ou vulnerabilidade.

A lista seria enorme caso fosse colocar todos os fatores que podem pesar para o desenvolvimento da doença. Há ainda as questões hormonais como puberdade e menopausa, mas não há um estudo que comprove de fato a ligação com o problema.

A depressão precisa ser tratada o quanto antes

A depressão pode ser tratada com terapias e medicação, que podem ser aplicadas individual ou combinadas. É importante procurar atendimento psiquiátrico e psicológico, para isso, a pessoa que se identifica com o problema precisa se desprender dos preconceitos e buscar ajuda. O apoio da família e amigos é fundamental para o progresso no tratamento.

Algum familiar ou amigo seu apresenta sinais ou foi diagnosticado com depressão? O que você tem feito para ajudar na melhora dessa pessoa? Faça uma autorreflexão e observe como tem sido a sua atuação, a maneira como você tem lidado com o problema. Busque se informar, leia, ouça, assista. Entenda o que é a depressão e colabore para que outras pessoas compreendam também, converse sobre. Sua sensibilidade com a doença pode salvar a vida de alguém.

OMS registrou aumento de 18% em uma década

A organização avaliou no período de 2005 a 2015 um aumento de mais de 18% no total de casos. Em 7 de abril deste ano, considerado o Dia Mundial da Saúde, a OMS enfatizou a campanha "Depressão: vamos conversar" que visa estimular a busca por ajuda por pessoas que sofrem com depressão, assim como, a conscientização das pessoas para um olhar mais sensível. "Para alguém que vive com depressão, falar com uma pessoa em quem confia é muitas vezes o primeiro passo para o tratamento e a recuperação", destaca o Dr. Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias na OMS.

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