Entrevista

Náutico classifica bloqueio de possível venda de Erick como 'equívoco'

Bernardo Wanderley, vice jurídico do Náutico, destacou que negociação de Erick não está certa

Rádio Jornal
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Publicado em 17/08/2017 às 11:21
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O vice jurídico do Náutico, Bernardo Wanderley, classificou o bloqueio financeiro da possível negociação de Erick como 'equivocado'. A negociata foi suspensa após a justiça cobrar uma dívida do clube com o volante Magrão, que não recebeu cerca de R$ 1 milhão por direitos de imagem. Estima-se que o Braga, de Portugal, pagaria R$ 3 milhões pelo atacante Timbu.

Confira a entrevista de Bernardo Wanderley na íntegra

"Na decisão de Magrão, o próprio juiz já informou que, através de notícias da mídia, ficou sabendo da possível venda e já está fazendo bloqueio de uma futura negociação. Ou seja, não tem nada certo, não tem nada concretizado. O certo é que estão tentando negociar o jogador. É um juiz correto e sensato, mas a decisão a gente vê que foi de forma equivocada", disse o vice jurídico Timbu.

Os valores da possível ida de Erick para o Braga, de Portugal, ainda não são oficiais. O vice de futebol do Náutico, Emerson Barbosa, e o empresário do atacante estiveram em Portugal para conversar com o clube interessado no prata-da-casa. Estima-se que o valor oferecido seja de R$ 3 milhões e isto foi o suficiente para que a Seção B da 10º Vara Cível da Capital do Tribunal de Justiça de Pernambuco colocasse tal verba como garantia para o pagamento do débito, que gira entorno de R$ 1 milhão e já está em fase de cumprimento da sentença.

"Estamos tentando derrubar esses bloqueios pois já existe um acordo do clube com a justiça do trabalho que faz aquele pagamento que tudo que chegue no clube, 20% é para se pagar dívidas trabalhistas. E agora, os credores do clubes estão fugindo desse acordo para cobrar na justiça comum. Está se cobrando da mesma dívida em duas esferas", afirmou Bernardo Wanderley.

Origem da dívida com Magrão

"Essa ação de Magrão é uma ação cível. Na época, quando ele saiu do clube, existia débito com o jogador e na negociação de saída dele foi parcelada a dívida do contrato de imagem dele. Com o passar do tempo, ele jogou no Náutico em 2012-2011, o pagamento disso aí parou e ele entrou com essa execução na justiça comum, para ter esses valores de volta. Ele também tem uma reclamação trabalhista. Ele pede esse mesmo valor na Justiça Trabalhista. Ele tá executando na trabalhista e na cível o contrato de imagem", concluiu Bernardo Wanderley.

William Alves também cobra o Náutico

"O caso de William Alves eu fiquei sabendo através da mídia, o clube não foi notificado. Ontem recebemos o oficial de justiça notificando sobre a ação de Magrão. Vamos ser notificados sobre a ação de William", disse o vice jurídico do Náutico.

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