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Vendedora de Boa Viagem diz que com cegonheiros sensação de segurança melhorou

Os cegonheiros estão estacionadas nas orlas de algumas praias que cortam o Grande Recife em protesto contra a fabricante de carros Fiat

Rádio Jornal
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Publicado em 27/08/2017 às 14:53
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Sob multa diária de R$ 50 mil por veículo e de R$ 100 mil para o sindicato que representa a categoria, os cegonheiros não sinalizam a retirada das dezenas de carros das orlas de praias do Grande Recife.

Estacionados há duas semanas em Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana, e em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, os profissionais de caminhões-cegonha de Pernambuco protestam contra a fabricante de carros Fiat. Eles reclamam que a empresa instalada em Goiana, na Mata Norte, tem contratado profissionais de outros estados em detrimento dos cegonheiros locais.

O protesto com os carros empilhados em vias do Grande Recife começou no último dia 30 de julho e por decisão judicial, os cegonheiros migraram para as praias da cidade.

Quem passa pelo local como a auxiliar de dentista Mirian Aguiar, diz que concorda com o ato, mas que ele atrapalha a vida de quem transita na área.

Já quem passa de bicicleta na faixa exclusiva para ciclistas, não sente alteração com os veículos parados no local. É o que concorda o zelador Roberto Andrade.

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Quem trabalha em um quiosque na beira da praia é a vendedora Marilia Darlem. Para ela, o movimento de cegonheiros até melhorou a sensação de segurança no entorno.

Os detalhes na reportagem de Suellen Fernandes:

Retirada de veículos

Na última sexta-feira (25), o juiz Lucio Grassi de Gouveia, da 8ª vara da Fazenda Pública da capital confirmou decisão de obrigar que os profissionais de veículos longos retirem os caminhões da orla com pena de multa diária.

O Sintraveic, sindicato que representa os cegonheiros aguarda a notificação judicial e até receber oficialmente o documento, promete permanecer no local.

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