DIRETO DE BRASÍLIA

Fufuca é um Severino Cavalcanti de bisturi na mão

No primeiro mandato como parlamentar o presidente interino na Câmara André Fufuca (PP-MA) de 28 anos foi alvo de piadas por parte dos colegas

Rádio Jornal
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Publicado em 31/08/2017 às 0:30
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O André Fufuca (PP-MA) é presidente interino da Câmara deste a ultima terça-feira (29) quando o atual líder Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumiu também de maneira interina o posto de presidente da República devido a uma viagem de Temer à China, na qual, pretende atrair investidores para o plano de privatização montado por ele. Fufuca acabou por assumir o posto já que o vive-presidente da Câmara Fábio Ramalho também acompanha Temer em solos orientais.

Fufuca foi alvo de piadas por parte de colegas por suas bochechas rosadas e sua pouca idade. Diante do desafio, ele resolveu assumir a postura de deputado dedicado e passou parte da tarde estudando a pauta a ser votada no plenário nos próximos dias.

Ao entrar no plenário, por volta das 18h, Fufuca foi cercado por colegas de diversos partidos, governistas e de oposição, que buscavam espaço para ter breves conversas ao pé do ouvido com o substituto temporário de Maia. O caminho de Fufuca se desenhou sempre sob os olhares atentos de policiais legislativos.

O início da "era Fufuca", porém, não deixou de virar motivo de piadas entre deputados. Um parlamentar da oposição falou que iria relembrar que Fufuca chamava o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso pela Lava Jato, de "papi".

O descrédito com o jovem presidente era tanto que, em um momento, ao microfone, o senador Magno Malta (PR-ES) pediu mais respeito e disse que o maranhense havia chegado à Câmara "ungido pelo voto". O discurso foi aplaudido pelos parlamentares presentes.

Em bate-papo com o comunicador Marcelo Araújo no programa Movimento o correspondente Romoaldo de Souza trouxe todos os detalhes do cenário nacional direto de Brasília.

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Reforma Política

O congresso seguiu em atividade nesta quarta com questões relacionadas a aprovação de uma autorização para que o poder executivo expanda a meta do rombo fiscal de R$139 bi para R$159 bi. Com o Congresso em atividade a Câmara não pode atuar na discussão da reforma política já que esta é uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e altera a Carta Magna.

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