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Na Flórida, pernambucano relata tensão com passagem do furacão Irma: é devastador

O furacão Irma passou pela Flórida neste domingo e o empresário Sylvio Romero falou sobre o impacto dos ventos

Rádio Jornal
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Publicado em 10/09/2017 às 20:02
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Nos Estados Unidos para estudar, o empresário pernambucano Sylvio Romero, de 38 anos, relatou os momentos de tensão vividos por ele e sua família em Coconut Creek, Flórida, durante a passagem do furacão Irma - o mais forte da última década - pelo Estado, neste domingo (10).

"Os ventos já começam a ceder porque está passando, mas ainda chegam rajadas muito fortes, árvores derrubadas e mais de um milhão de pessoas sem energia na Flórida. É devastador, é uma catástrofe significativa, mas é possível passar se você estiver seguindo à risca o que é dito pelos alertas. Nessa noite a gente não dormiu foram mais de cinco alertas, a gente fica num estado de tensão muito grande, uma espera", disse Sylvio à reportagem da Rádio Jornal.

O pernambucano está morando nos EUA desde maço, mas levou sua família para morar com ele em julho deste ano. Ele disse não esperar que isso fosse acontecer e relatou o clima de tensão na cidade dias antes da passagem do furacão pelo Estado. "Sobre as pessoas, o que a gente percebia nas escolas, nas conversas de supermercados era muita ansiedade, pois nunca se viu um furacão de tamanha grandeza, de tanta magnitude como o Irma".

Sylvio publicou vídeos em sua conta no Facebook e mostrou a devastação no quintal de sua casa:

A Guarda Nacional da Flórida mobilizou 30 mil homens, 4.000 caminhões, cem helicópteros e equipes de evacuação aérea para o pós-furacão. E as cidades do sul do Estado declararam o toque de recolher a partir da tarde desse sábado (9), entre elas Miami e Miami Beach.

Ouça na íntegra a entrevista com Sylvio Romero feita pelo repórter Felipe leandro, da Rádio Jornal

FLÓRIDA SEM ENERGIA

O poderoso furacão Irma, cujo olho chegou na manhã deste domingo (10) às ilhotas da Flórida, deixou sem fornecimento elétrico mais de 800.000 casas e escritórios no estado, informaram as autoridades. Por volta de 9h (horário local, 10h de Brasília) 825.323 clientes das companhias fornecedoras de serviços de energia estavam sem eletricidade. O condado mais afetado foi Monroe, onde ficam as ilhotas e uma parte da costa do sudoeste.

Após deixar Cuba no sábado (9), o olho do furacão Irma, que atingiu categoria 4, alcançou as ilhotas da Flórida com ventos que rondam 215 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA.

IRMA PERDE FORÇA E É REBAIXADO

O furacão perdeu força e agora está na categoria 2, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com ventos de até 177 km/h. Na Flórida, 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonar suas casas, depois de o fenômeno provocar inundações no norte de Cuba e deixar 25 mortos no Caribe. Por enquanto, três pessoas morreram em acidentes decorrentes dos fortes ventos.

O NHC alertou que não se deve sair à rua mesmo que diminuam os ventos quando passar o olho do furacão, pois os "ventos perigosos voltarão muito rapidamente", quando o centro do ciclone se afastar.

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