VIOLÊNCIA

Padrasto é preso por estupro de enteadas de 10 e 5 anos em Sertânia

Os estupros eram cometidos não só pelo padrasto das meninas, mas também por mais três dele; há a suspeita de que a mãe das crianças era conivente

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Publicado em 14/09/2017 às 14:52
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Durante mais de um ano, duas meninas viviam uma história de terror. Uma denúncia anônima informou à polícia que um crime de estupro contra duas meninas, uma de cinco e outra de dez anos, acontecia no município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco.

Os acusados de abusarem são o padrasto e mais três irmãos dele. De acordo com informações, a mãe das meninas estaria sendo conivente com o crime, e não fornecia o básico para elas, como educação. De acordo com uma tia das vítimas, as próprias menores relataram o crime. "Era uma coisa horrível", comentou a tia.

As duas crianças foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no bairro dos Coelhos, no centro do Recife, para passar por exames sexológicos.

Por meio de nota, o IMIP informou que as pacientes já receberam alta hospitalar. As menores deram entrada na Emergência Pediátrica às 15h de ontem (13.09) recebendo todo atendimento protocolar para o caso. Elas foram encaminhadas para tratamento complementar e acompanhamento ambulatorial multidisciplinar específico.

Ouça a reportagem de Jessica Lima:

Mãe afastada

Por causa de uma medida protetiva, a mãe foi afastada das filhas e a guarda provisória delas está sob a responsabilidade de uma tia materna. Padrasto e um dos irmãos dele já foram encaminhados para a cadeia municipal de Sertânia.

Conselho Tutelar acompanha crianças

Um representante da Associação de Conselheiros do Sertão de Pernambuco acompanha desde a tarde de terça-feira (12) as meninas e a tia durante os exames, as crianças relataram que os estupros começaram há mais de um ano. Moradoras do Sítio Lambedor, em Sertânia, as crianças viviam apenas com a mãe e o padrasto. "Segundo apuramos, o pai não convivia com as lhas. Depois da separação do casal, a mãe não permitia que ele as visse", contou em entrevista ao Jornal do Commercio.

O conselheiro diz que existe a hipótese de que a mãe das crianças recebia dinheiro para permitir os estupros. "Não temos relatos de que havia dinheiro envolvido nos abusos, se a mãe ganhava alguma coisa com isso, financeiramente falando. Supomos que ela fazia isso somente para o prazer do marido. Além disso, ela também deixava de dar às crianças o que é exigido por lei, já que elas nem frequentavam a escola direito", pontuou.

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