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Dilma critica decisão de juiz sobre "cura gay": golpe homofóbico

Para Dilma, a decisão 'agravará preconceito e fará crescer violência'

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Publicado em 20/09/2017 às 11:15
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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) se pronunciou, na manhã desta quarta-feira (20), sobre a decisão da Justiça Federal no Distrito Federal de permitir que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e aplicar terapias de "reversão sexual", sem que possam sofrer censura ou precisar de autorização prévia do CFP (Conselho Federal de Psicologia). Para a petista, a decisão representa um "golpe homofóbico".

"O Brasil do golpe regride a cada dia: um juiz se acha no direito de sentenciar que homossexualidade é doença. A decisão agride e segrega a comunidade LGBT. É a barbárie sob a forma de sentença judicial. Tratar a homossexualidade como doença é uma decisão reacionária, que agravará o preconceito e fará crescer a violência contra os gays", escfreveu Dilma em sua página no Facebook.

A decisão liminar foi assinada pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho após ação popular de um grupo de psicólogos favoráveis a esse tipo de terapia. Nessa terça-feira (19), o Conselho Nacional de Combate à Discriminação de LGBT (CNCD/LGBT), ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, disse que a decisão representa "um tremendo retrocesso" na luta em favor dos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

No despacho, o juiz concedeu liminar que abriu brecha para que psicólogos possam oferecer a terapia de reversão sexual, conhecida como "cura gay". O tratamento é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999. A medida atendeu pedido da psicóloga Rozangela Alves Justino, que processou o colegiado do CRP por conta de censura profissional imposta a ela por oferecer a terapia a seus pacientes.

"A fim de interpretar a citada regra em conformidade com a Constituição, a melhor hermenêutica a ser conferida àquela resolução deve ser aquela no sentido de não provar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura", escreveu o magistrado.

DILMA CRITICA TRUMP

Dilma também divulgou uma nota criticando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou na ONU "destruir completamente" a Coreia do Norte por não aceitar a desnuclearização.

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