ESPECIAL SEXTA-FEIRA 13

As histórias de terror do Recife, "a cidade mais assombrada do Brasil"

"Frequência 2.0" reúne histórias de terror famosas com o projeto O Recife Assombrado e o canal Segredos Malditos e a HQ Contos Malditos

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Publicado em 14/10/2017 às 10:09
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Um recifense que nunca ouviu uma história mal assombrada da cidade não é um recifense original! A Perna Cabeluda, Comadre Fulozinha, Papa Figo, a Loira do Banheiro e outras lendas arrepiantes fizeram parte do especial do "Frequência 2.0" desta sexta-feira 13. Entre as atrações, um bate papo com o criador do projeto O Recife Assombrado, que reúne grande parte dessas histórias.

A cidade mais assombrada do Brasil

Em plena sexta-feira 13 do mês das bruxas, os jornalistas Rafael Souza e Ravi Soares receberam o escritor Roberto Beltrão e a youtuber Gabi Silveira, integrantes do projeto O Recife Assombrado, que desde 2000 coleta as lendas mais escabrosas da capital e do estado. Para Beltrão, que ao lado do escritor André Balaio fundou o projeto, Pernambuco é terra de folclore forte e que as tradições precisam ser preservadas.

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Entre as histórias contadas, a icônica Perna Cabeluda, boato nascido durante um programa de rádio nos anos 70 com os radialistas Geraldo Freire e Jota Ferreira e que virou uma onda de pânico na cidade. Ligada mais ao campo, a Comadre Fulozinha é temida até hoje. Além dos personagens, vários locais do Recife são mal assombrados. Em especial a Cruz do Patrão, a Praça Chora Menino, o Rio Capibaribe e até o Teatro de Santa Isabel.

Conheça um pouco mais das lendas, com textos retirados do site O Recife Assombrado:

A perna cabeluda - "Ela espreita a próxima vítima escondida pelas trevas intensas da rua deserta. Mistura-se às sombras dos muros altos ou fica por trás das árvores de troncos retorcidos. Tem, como cúmplice de seus ataques, o silêncio das noites mornas da capital pernambucana. Quando o passante desavisado vem pela calçada, a criatura se movimenta ligeira para alcança-lo. Num abrir e fechar de olhos, vem a rasteira que leva o sujeito ao chão e depois os fortes chutes. O massacre termina com ele quase desmaiado, estirado rente ao meio-fio, entre gemidos e choramingos."

Comadre Fulozinha - "Cumade Fulôzinha habita as florestas da Zona da Mata de Pernambuco, das quais é atenta guardiã. Ai de quem maltratar os animais! Coitado do caçador que matar só por diversão! Ela aplica diversos castigos: pode deixar o sujeito perdido, sem achar o caminho de volta, e pode dar-lhe uma surra, usando os cipós como chicote.Há quem garanta que a Fulôzinha emite um assobio agudo quando está prestes a aparecer. Se o assobio parece estar perto é porque ela está longe; quando o som parece estar longe, é porque a encantada está por perto."

A Loira do Banheiro (Mulher do Algodão) - "Na década 1970, um fantasma com características muito particulares ganhou as manchetes dos jornais. A aparição se apresentava como uma mulher loura com algodão na boca, ouvido e nariz. Aterrorizava as crianças que frequentavam os banheiros de escolas públicas ou particulares. Quem era estudante naquela época sabe que a apavorante assombração também esteve presente em muitos pesadelos."

Cabra Cabriola - "Esta curiosa assombração é uma herança dos nossos ancestrais portugueses. Os mais velhos ainda garantem que ela existe. Trata-se uma cabra que, à primeira vista, parecer comum, mas que tem o terrível hábito de almoçar criancinhas. Conta-se que a Cabra Cabriola vive nos campos, dando saltos e pinotes – cabriolando, como se diz no interior. À noite transforma-se em monstro e pode ser reconhecida se observados alguns pormenores: ela tem dentes afiadíssimos – incomuns num caprino – e costuma lançar fogo pelas narinas e pela boca."

Papa Figo - "De acordo com os relatos, o Papa-figo comete esse tipo de atrocidade não por prazer, mas para curar-se de uma horrível doença no sangue que o deixa abatido e deformado pelo surgimento de chagas asquerosas. Conforme a tradição, o remédio para a misteriosa síndrome seria comer fígado de criança – e quanto mais gorduchinha e corada ela for, melhor. Há quem diga que existem duas “espécies” de Papa-figos: um deles de aparência quase normal, confundível com qualquer pessoa, pois disfarça as suas pústulas com roupas fechadas; o outro seria um sujeito de pele amarelada, de orelhas maiores que o comum, peludo e com unhas grandes e sujas. Seja feioso ou não, o Papa-figo tanto pode atuar sozinho como se valer de fiéis comparsas para escolher e capturar os pequenos."

A Cruz do Patrão - A Cruz do Patrão é na verdade uma coluna de alvenaria construída em estilo dórico, com seis metros de altura e dois de diâmetro. No topo tem uma pequena cruz de pedra, o que a torna semelhante ao “bispo” do jogo de xadrez.Os recifenses acreditavam que naquelas imediações eram enterrados negros pagãos mortos durante as jornadas dos navios chegados da África.todo aquele que passasse pelas imediações da Cruz nas chamadas “horas mortas” veria fantasmas ou seria perseguido por terríveis espíritos. E muitos dos que caminharam por lá em meio às trevas noturnas teriam desaparecido sem deixar vestígios."

A arte de assustar

Além do Recife Assombrado, o "Frequência 2.0" também recebeu a participação dos intengrantes do canal Segredos Malditos, que reúne histórias originais de terror, que podem ser do sobrenatural ou do dia-a-dia urbano. os escritores Pablo Ferreira e Bruno Antônio deram dicas de como contar uma história de horror e realmente dar medo e de como é o trabalho de lidar com o que muitas vezes é inexplicável.

Dentro do projeto dos Segredos Malditos, disponível na internet com áudios e vídeos, a plataforma chegou às histórias em quadrinhos, através dos "Contos Malditos". O ilustrador Felipe Soares contou um pouco sobre como é levar para o universo das HQs histórias de arrepiar como o conto "O Passageiro", que envolve a rotina de insegurança de milhões de pernambucanos todas as noites.

Sexo, astros e Xuxa

Ainda no especial de terror, o "Frequência 2.0" abordou a boataria em torno da apresentadora Xuxa Meneghel. Nos anos 80, o que mais se falava é que para chegar ao sucesso, Xuxa teria feito um "pacto maligno". A boataria virou brincadeira em uma matéria especial com o repórter Felipe Pessoa, que foi ao XuChá, show comandado por Xuxa no Recife no dia 7 de outubro.

Na coluna "Astros e Estrelas", a astróloga Angela Brainer explicou a influência da Lua na nossa vida. Já a sexóloga Silvana Melo fez mais um rodada de respostas das perguntas dos ouvintes no quadro "Sexo e Relacionamento". O "Frequência 2.0" vai ao todas as noites de sexta, com reprise aos domingos, às 21h. Perguntas e sugestões podem ser enviadas pelo frequencia@radiojornal.com.br.

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