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Coordenadora diz que pediu para atirador de Goiás ficar calmo

Coordenadora que o menino chegou a colocar a arma no corpo dela enquanto saíam da sala de aula após o ataque

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Publicado em 23/10/2017 às 8:53
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A coordenadora do Colégio Goyases, onde aconteceu o ataque de um aluno do 8º ano na última sexta-feira (20), em Goiânia, Goiás, disse que pediu calma ao estudante que atirou contra os colegas, matando dois e ferindo quatro. Em entrevista exibida neste domingo (22) no Fantástico, a educadora Simone Maulaz Elteto contou que precisou conter o nervosismo de estar diante de uma arma para levar o adolescente para fora do local do crime. Ele já havia recarregado a pistola .40 quando ela conseguiu convencê-lo a sair dali.

"Eu estava na biblioteca, ouvi o primeiro disparo e já corri para ver o que estava acontecendo. As crianças estavam correndo, descendo as escadas e gritando que o aluno tinha ficado louco e estava atirando em todo mundo”, contou à reportagem.

Ao chegar à sala de aula, Simone conseguiu retirar uma aluna ferida e, em seguida, se aproximou do autor do ataque. "Me aproximei dele, não tive medo, coloquei a mão no ombro dele, perguntei: 'O que houve, tá tudo bem?' Ele tava um pouco alterado", disse.

Ao sair da sala junto com ele, a coordenadora contou que o garoto chegou a colocar a arma no corpo dela. “Ele ficou com a arma posicionada no meu abdômen, a mão direita eu coloquei no ombro dele e a mão esquerda eu fui empurrando devagar a arma pro fundo da parede, em direção a uma sala que eu sabia que estava sem alunos”, contou.

Novo disparo

Simone relata que o menino ainda atirou novamente, mas sem atingir ninguém. "Ele deu um tiro pra trás da sala, para a parede. Aí eu falei: 'Fica calmo, me dá a arma, entrega pra mim'. Ele não quis e ele falou quero que chame meu pai. Eu disse: 'Já chamei seu pai, fique tranquilo, confie em mim, nós vamos resolver isso'", contou. Ela diz que se posicionou à frente dele e voltou a pedir calma e que entregasse a arma, o que ele negou. Logo depois ela conseguiu segurar a mão dele com as duas mãos.
"Aí nos descemos as escadas, eu sabia que tinha pais de alunos, alunos, funcionários no térreo da escola. Na minha cabeça, eu sabia que tinha muita gente lá e não podia levar ele pra lá. Eu levei ele pra biblioteca, sempre segurando", explicou.

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