24 pessoas são presas durante operações da Polícia Civil na RMR

Três operações foram deflagradas na manhã desta terça

GRANDE RECIFE

Rádio Jornal

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Após atingir o marco de quatro mil homicídios registrados pela Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS), Pernambuco corre contra o tempo para evitar chegar aos cinco mil assassinatos até o fim de 2017. Somente na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil deflagrou três operações para prender suspeitos de homicídios e tráfico de drogas. Os envolvidos são investigados em pelo menos 27 homicídios nos últimos 10 meses.

Com 160 policiais, as operações Cerca Trova, Novanta e Settanta pretendia prender 24 pessoas nos municípios de Paulista, Olinda e no Recife. Também foram expedidos outros 16 mandados de prisão preventiva contra pessoas que já estão detidas no sistema carcerário. De acordo com o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, dos 40 mandados, 38 foram cumpridos.

Confira os detalhes com Rafael Carneiro:

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Os policiais também cumpriram 23 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades da Região Metropolitana. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Paulista. Joselito Kehrle acredita que os chefes das quadrilhas e seus "braços fortes" foram presos o que pode diminuir os números de homicídios na região.

Investigações

Além de homicídio e tráfico de drogas, os suspeitos são investigados por crimes como associação criminosa para o tráfico de drogas, roubo e comércio ilegal de armas. As investigações começaram em março e foram realizadas pela equipe da 8ª Delegacia Secciconal de Paulista.

Mulheres no crime

Um dado que chamou atenção foi a quantidade de mulheres presas por envolvimento com as organizações criminosas. De acordo com a chefia da PCPE, 10 mulheres foram presas nesta manhã. Os investigadores afirmam que cabia às mulheres a gerência financeira das quadrilhas, enquanto os homens eram responsáveis pela distribuição dos entorpecentes e pela realização dos homicídios.

Armas

Durante as operações, os policiais apreenderam 12 armas entre revólveres, pistolas, rifles e até uma metralhadora. Entre os presos, está um homem identificado como Tiago Silva que fabricava e realizava a manutenção das armas das quadrilhas.

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