VIOLÊNCIA

Quadrilha especializada em tráfico, tortura e homicídios era comandada por presidiário

A quadrilha, intitulada Demônios da Ilha, praticava tráfico de drogas, torturas e homicídios na Região Metropolitana do Recife

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Publicado em 01/11/2017 às 15:14
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Toda estrutura da organização seguia à risca as ordens dadas de dentro do Presídio de Igarassu, local onde está preso por homicídios e roubo Jurandir Francisco Xavier Junior ou Junior Box, como é conhecido em Santo Amaro. O detento está preso há quase 10 anos, mas mesmo assim era o líder de uma facção chamada Demônios da Ilha, com aproximadamente 35 integrantes entre gerentes e apoios operacionais. Eles promoviam o tráfico de drogas, torturas e homicídios.

Durante a Operação Tegúrio, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (30), foi possível prender 29 alvos, 10 soltos, e 19 presos no sistema prisional. Entre eles o grande líder, que estava com anotações do tráfico e uma quantia de R$10 mil dentro da cela.

Na comunidade de Santo Amaro, basicamente, ficavam pequenos traficantes e algumas mulheres que se encarregavam de supervisionar as ações, muitas vezes por vídeos encaminhados por redes sociais para as lideranças que foram sendo presas pela Polícia Civil nos 6 meses da investigação.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

No organograma, quando um gerente era preso, a exemplo de Claudenilson Pereira de Lima, considerado o segundo na sucessão do grupo, um novo aspirante assumia e era obrigado a se instalar em outra área onde armazenava drogas e armas que eram comercializadas e utilizadas em Santo Amaro.

Com isso, o grupo tinha ramificações na cidade de Paulista, em Paratibe e Maranguape II, e Olinda, em Jardim Brasil e Ouro Preto. A investigação conseguiu levantar também que 26 homicídios estão ligados aos criminosos e que o trabalho policial evitou outros nove.

Material apreendido

Entre o material apreendido estavam 15 armas, 1 kg de cocaína, 1 kg de pasta base de cocaína, 42 kg de maconha, seis cadernos de anotações do tráfico, dois coletes balísticos e 27 balaclavas.

Grande parte deste material foi recuperado com o taxista Pablo Messias Pereira da Silva, o Pablo Taxista. Ele tinha a função de transportar armas, drogas e os gerentes da quadrilha.

Tortura de adolescente

O delegado João Leonardo Cavalcante esclareceu que o vídeo de uma jovem torturada em santo amaro, em março deste ano, foi um pedido de represália de dentro do presídio. “A filmagem foi repassada ao chefe (Junior Box). E a motivação daquilo seria uma suspeita de que ela (a adolescente) estaria envolvida com o outro lado, o pessoal do Campo do Onze. Houve essa intriga e como penalidades houve a tortura”, disse o delegado.

A Polícia Civil procura por quatro integrantes considerados foragidos.

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