São Paulo

Homem que matou jovem após carona era foragido da polícia desde março

O suspeito foi beneficiado por uma "saidinha temporária" no mês de março e não voltou mais à cadeia

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Publicado em 03/11/2017 às 14:35
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Jonathan Pereira do Prado, o homem que confessou ter matado a jovem Kelly Cristina Cadamuro, era foragido da polícia desde março, quando saiu da cadeia com o benefício de uma chamada "saidinha temporária" e não voltou mais ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto, em São Paulo. A informação foi repassada nesta sexta-feira (3) pela Polícia Civil de Rio Preto.

O homem já responde por outros oito crimes: furto, roubo, extorsão, lesão corporal, estelionato, ameaça, apropriação e uso de moeda falsa.

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Relembre o caso:

O assassinato da radiologista e vendedora mineira Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, é mais um caso de violência contra a mulher que entra para as estatísticas de feminicídio no Brasil. Desaparecida desde o final da tarde da última quarta-feira (01), ela havia combinado com um casal, em um grupo de caronas no WhatsApp, oferecer uma viagem de Guapiaçu, no interior de São Paulo, com destino a Itagagipe em Minas Gerais - onde visitaria o namorado, o engenheiro civil Marcos Antônio da Silva.

Segundo a Polícia Civil, informações preliminares dão conta que Kelly teria acertado carona a um casal e de última hora uma mulher teria desistido da viagem e ela seguiu apenas com o homem.

Prisão:

Três suspeitos de Kelly Cristina Kadamurro foram presos na noite dessa quinta-feira (2) por policiais do Grupo de Ações Especiais (Gaep) de São José do Rio Preto, cidade que fica a 440 km de São Paulo. A jovem foi encontrada morta nas proximidades de um córrego em Minas Gerais, depois de combinar uma carona pelo WhatsApp.

Jhonathan Pereira Prado disse que entrou no grupo do WhatsApp já com a intenção de cometer o crime e que a vítima teria sido escolhida de maneira aleatória. O suspeito já tinha contra ele um mandado de prisão expedido. Também foram presos Wagner Luís Cunha e Daniel Teodoro Silva, os outros dois suspeitos de participação no crime.

Dois dos suspeitos estão diretamente ligados à morte de Kelly. O terceiro é apontado como receptador dos produtos roubados.

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