Operação Torrentes

PF confirma envolvimento de ex-comandante da PM na Operação Torrentes

O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Carlos D’Albuquerque, e o coronel Mário Cavalcanti de Albuquerque, foram alvos da Operação Torrentes

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Publicado em 09/11/2017 às 11:19
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A Operação Torrentes da Polícia Federal que investiga desvio de recursos de R$ 450 milhões em verbas destinadas à recuperação das cidades afetadas pelas enchentes de 2010 e 2017 cumpriu mandados de prisão temporária e condução coercitiva contra 10 militares, incluindo o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Carlos D’Albuquerque, e o coronel Mário Cavalcanti de Albuquerque, nomes confirmados pelo assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro. Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 20 de condução coercitiva em Pernambuco e uma no Pará.

Os militares presos temporariamente são os coronéis Fábio de Alcântara Rosendo, Roberto Gomes de Melo Filho, Waldemir José Vasconcelos de Araújo e o tenente-coronel Laurinaldo Félix do Nascimento. Já os militares alvos de conduções coercitiva foram o ex-comandante da Polícia Militar, Carlos Alberto de Albuquerque Maranhão Filho, os coronéis Jair Carneiro Leão e Mário Cavalcanti de Albuquerque, o capitão Rolney Feitosa de Souza, o policial militar Adauto Chaves da Crus Gouveia Filho e o soldado Patrese Pinto e Silva.

Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Federal prestou esclarecimentos sobre a operação deflagrada nesta manhã.

Operação Torrentes

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a "Operação Torrentes”, que visa desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco de verbas destinadas à recuperação das cidades afetadas pelas enchentes de 2010 e 2017.

As equipes da PF foram vistas em prédios públicos, como no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A Casa Militar é o principal alvo dos agentes.

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A investigação teve início no ano de 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar na cifra de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução” para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul pernambucana em junho de 2010. Naquela ocasião verificou-se que a depender do objeto licitado, funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

Foram detectados, também, fortes indícios de superfaturamento em alguns contratos recentemente firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais desta feita na “Operação Prontidão”, que tem por objetivo a reestruturação dos municípios da mata sul pernambucana atingidos, uma vez mais, pelas chuvas torrenciais ocorridas em maio do corrente ano de 2017.

Confira todos os detalhes da operação na reportagem de Rafael Carneiro:

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