JUSTIÇA

Advogado da família de Beatriz Mota pedirá quebra de sigilo do inquérito

Família de Beatriz Mota teve encontro com governo estadual nesta segunda-feira em busca de respostas que solucionem crime brutal

Rádio Jornal
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Publicado em 13/11/2017 às 17:55
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A reunião entre governo estadual e a família da menina Beatriz Mota, de 7 anos, que foi morta em dezembro de 2015, em Petrolina, durou cerca de duas horas. O encontro aconteceu na tarde desta segunda-feira (13), no Palácio do Campo das Princesas.

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, além do secretário-executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, e a delegada Gleide Ângelo que está a frente das investigações desde dezembro de 2016. O governador Paulo Câmara não participou da reunião.

A família da garota e amigos chegaram no Recife no final da manhã. Eles vieram de Petrolina e fizeram um protesto em frente ao palácio com cartazes, faixas e muito barulho.

A mãe de Beatriz acusa funcionários da escola onde o crime aconteceu de terem apagado imagens do circuito interno de segurança que poderiam mostrar quem cometeu o crime e reclama porque não tiveram acesso ao inquérito. Ela disse que estava fazendo greve de fome até receber os esclarecimentos por parte do governo do estado.

No final da reunião, Joselito Amaral conversou com a imprensa. “Nós entendemos a angústia da família. Completamos aí dois anos do caso, muitas diligências foram realizadas (...) Houve um avanço na investigação nesse período. Nós saímos do retrato falado para o rosto da pessoa que cometeu o assassinato, nós temos o perfil genético desse executor e estamos trabalhando agora em parceira com a Polícia Federal”, disse.

O advogado da família disse que vai entrar com recurso para pedir a quebra do sigilo do inquérito que corre em segredo de justiça.

Confira os detalhes:

Relembre o caso

Beatriz Mota foi encontrada morta no dia 10 de dezembro em 2015 em um depósito de uma escola particular, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, durante uma festa. A menina foi assassinada com mais de 30 facadas.

O crime ganhou repercussão nacional e mobilizou a população que também busca esclarecimentos do assassinato.

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