OPERAÇÃO TORRENTES

Presos na Operação Torrentes são encaminhados ao Cotel

Dentre os presos está o empresário Ricardo Padilha, ele já havia sido detido em setembro em cumprimento a um mandado da Operação Mata Norte

Rádio Jornal
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Publicado em 22/11/2017 às 0:13
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As oito pessoas presas nesta terça-feira (21), em ação da Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal, foram encaminhadas ao Cotel após passarem por audiências de custódia realizadas na 36ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE). Em cumprimento à ordem de prisão preventiva proferida pela juíza federal Carolina Souza Malta, os presos Ricardo Henrique Reis dos Santos, Ricardo José de Padilha Carício, Ítalo Henrique Silva Jaques, João Henrique dos Santos, Emmanoel Feliciano Ribeiro e Heverton Soares da Silva, foram encaminhados ao Cotel segundo a decisão do juiz federal Rafael Chalegre do Rêgo. Taciana Santos Costa e Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha foram encaminhadas para a Colônia Penal Feminina do Recife.

Ouça os detalhes com Thales Kírion:


Medidas alternativas

Foram aplicadas medidas cautelares à prisão aos militares Laurinaldo Félix Nascimento e Fábio de Alcântara Rosendo. Elas consistem no pagamento de fiança equivalente a 10 salários mínimos (R$ 9.370), suspensão da função pública, proibição de frequentar a Casa Militar, apreensão do passaporte e proibição de falar com os demais investigados. Daniel Pereira da Costa Lucas segue foragido com mandando de prisão preventiva pendente de cumprimento.

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A operação investiga desvio de verbas públicas destinadas às localidades do estado afetadas pelas enchentes de 2010 a 2017. As investigações se iniciaram em 2016, mas a operação foi deflagrada apenas no dia nove deste mês. Após uma análise de documentos foram expedidos os mandados de prisão.

Empresário é reincidente em caso de desvio de verbas públicas

Dentre os presos desta terça-feira, um nome aparece pela segunda vez envolvido em mais um caso de desvio de verba pública. Ricardo José de Padilha Carício, já havia sido preso em 29 de setembro deste ano na terceira fase da Operação Mata Norte devido ao envolvimento em fraudes relacionadas a licitações para a merenda escolar. Ele comandava o núcleo empresarial das redes de distribuição das merendas em municípios da Mata Norte.

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