MUDANÇA

Promotores deixam investigações sobre morte da menina Beatriz Mota

Beatriz Mota foi morta com 42 facadas em dezembro de 2015, em Petrolina; esta semana, a SDS anunciou a troca de delegada para investigar o caso

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Publicado em 28/11/2017 às 17:22
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Após o anúncio de mudança de delegada no caso Beatriz Mota, as investigações sobre a morte da menina ganharam mais um capítulo. Três promotores de Justiça pediram para sair da força-tarefa criada pelo Ministério Público de Pernambuco para esclarecer o crime. A saída foi anunciada na semana passada à Procuradoria Geral de Justiça e novos profissionais já foram designados para o caso. A informação foi revelada pelo Blog Ronda JC.

Nesta segunda-feira, a Secretaria de Defesa Social (SDS) anunciou que a delegada Gleide Ângelo deixou o caso e foi substituída por Polyanna Néry, quarta delegada a assumir o inquérito do crime, que completa dois anos no próximo dia 10 de dezembro.

A força-tarefa do MPPE foi criada em junho do ano passado para ajudar nas investigações. Desde então, promotores se debruçaram em longos depoimentos e provas colhidas pela polícia para contribuir com estratégias para montar o quebra-cabeça e descobrir quem foi o verdadeiro assassino de Beatriz, a motivação do crime e se houve mandante.

Deixaram a força-tarefa os promotores Rosane Moreira Cavalcanti, Júlio César Soares Lira, Lauriney Reis Lopes. Eles foram substituídos por Fernando Latta Camargo e Érico de Oliveira Santos. O único que permanece no grupo desde o início é o promotor Bruno de Brito.

Relembre o caso

Beatriz foi encontrada morta com 42 facadas em um depósito da escola em que estudava, em Petrolina. A investigação revelou que durante o evento muitas pessoas avistaram o homem descrito no retrato falado, que vestia uma camiseta verde e calça jeans. As testemunhas disseram tê-lo visto fingir que bebia água no bebedouro onde a criança disse que iria antes de ser assassinada.

Nos depoimentos, o suspeito foi descrito como de olhar “assustador e intimidador”. Uma criança ouvida disse ainda que ele teria a chamado para buscar mesas e cadeiras, mas, com medo, ela correu. Até mesmo um funcionário da escola percebeu a presença do desconhecido e ficou no local esperando que outro aluno tomasse água para não deixá-lo sozinho com o homem.

Para chegar ao suspeito, a polícia analisou as imagens internas e externas da escola, incluindo as do evento (feitas por fotógrafos, cinegrafistas profissionais e participantes). Foram analisadas 4.270 fotos oficiais da festa e mais de cinco terabytes de fotos e vídeos cedidos pela população. A faca também foi analisada. No utensílio foi identificado um perfil de DNA masculino.

A imagem dele foi divulgada pela polícia pela primeira vez em março deste ano. Desde então, vários possíveis suspeitos foram denunciados pela população e foram encaminhados para exames de DNA. Mas até hoje nenhum deles foi considerado o assassino.

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