FEMINICÍDIO

Suspeito de atear fogo e matar ex-mulher tem histórico de violência doméstica

Edvaldo de Moura Oliveira, de 34 anos, aparece em imagens ateando fogo na ex-mulher de 26 anos no dia 8 de novembro; vítima teve 90% do corpo queimado

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Publicado em 29/11/2017 às 16:14
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O suspeito de atear fogo e matar a ex-mulher de 26 anos, Edvaldo de Moura Oliveira, de 34 anos, se entregou à polícia nesta terça-feira (28). A prisão dele, que é conhecido como Vado Moura, foi decretada dia 24 de novembro, e desde então ele estava foragido. O homem é apontado como o responsável pelo crime brutal que vitimou Mirelly dos Santos Oliveira.

O casou aconteceu no bairro de Caetés II, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, na noite de 8 de novembro. Mirelly não resistiu aos ferimentos e morreu no último dia 23.

Edvaldo jogou gasolina no corpo da ex-mulher e em seguida ateou fogo. De acordo com o delegado Carlos Barbosa, imagens e depoimentos concretizam a culpa de Edvaldo. “Nas imagens a gente já vê que ele está esperando a vítima, tem chance de desistir, mas a gente vê que ele vai. As imagens são claras e está caracterizado que foi um crime planejado, ele quis realmente se vingar da vítima porque ela estava em outro relacionamento”, disse.

A morte de Mirelly foi causada em decorrência das complicações causadas pelas queimaduras em 90% do corpo.

Os detalhes na reportagem de Jessica Lima:

Histórico de violência contra a mulher

Mas esse não é o primeiro crime contra mulher que Edvaldo tem envolvimento, como afirma o delegado Abraão Didier. "Ele já havia praticado um crime como esse, cinco anos atrás. Ele tem um histórico de violência contra as mulheres que não deve ser desprezado”, apontou o delegado.

Edvaldo de Moura Oliveira deve responder por crime de feminicídio. Mirelly dos Santos foi enterrada na tarde do dia 24, no Cemitério Público de Abreu e Lima. A jovem deixou dois filhos, um garoto de quatro anos e uma menina de sete.

Relembre o caso

Segundo familiares da vítima, Mirela estava separada de Vado Moura há cerca de um mês. Porém, o homem não aceitava o m
da relação. Ele foi até a casa dos pais dela na noite do dia 8 de novembro, onde ela estava morando, jogou gasolina em seu
corpo e ateou fogo na frente do próprio filho de quatro anos.

A jovem chegou a se jogar em pelo menos duas caixas d'água para apagar o fogo, mas as chamas não acabavam e ela teve 90% do corpo queimado. O padrasto da vítima tentou impedir o ataque do ex-genro e acabou fraturando a perna. O homem passou por cirurgia na quarta-feira (22).

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