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Dilma Rousseff chama operação da PF na UFMG de espalhafatosa

A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (6) e conduziu coercitivamente o reitor, a vice-reitora e o presidente da Fundep

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Publicado em 06/12/2017 às 20:25
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Por meio de nota, a ex-presidente Dilma Rousseff lamentou uma operação da Polícia Federal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deflagrada nesta quarta-feira (6). Na operação, o reitor da Universidade, Jaime Arturo Ramirez, e a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gonjito de Oliveira, foram alvos de condução coercitiva pela PF. A operação "Esperança Equilibrista" apura suposto desvio de cerca de R$ 4 milhões de recurso público da construção do Memorial da Anistia Política.

No texto, Dilma Rousseff disse que a operação é espalhafatosa e mostrou indignação. "É uma bofetada nos anistiados, um desrespeito à memória dos torturados e que tombaram na luta contra a ditadura", disse.

Confira a nota na íntegra:

Presidenta eleita se mostra indignada com operação batizada de "Esperança Equilibrista", que promoveu conduções coercitivas na UFMG para apurar construção do Memorial da Anistia. "É uma bofetada nos anistiados, um desrespeito à memória dos torturados e que tombaram na luta contra a ditadura", critica

“A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 6, mais uma operação espalhafatosa, dessa vez para apurar suspeitas sobre o Memorial da Anistia, obra da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) feita com recursos do governo federal.

Batizada perversamente de “Esperança equilibrista” – uma referência traiçoeira à imortal obra de Aldir Blanc e João Bosco que é simboliza o Hino da Anistia – a operação da PF é uma bofetada nos anistiados e um desrespeito à memória dos torturados e dos que tombaram na luta contra a ditadura. Isso ocorre meses depois da infundada operação desencadeada na Universidade Federal de Santa Catarina que provocou o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier.

Novamente, de maneira injustificada, extrapola-se o limite do bom-senso e monta-se uma operação policial que joga para a plateia, ao envolver mais de 80 policiais para fazer conduções coercitivas. É lamentável que a sombra do Estado de Exceção continue a se projetar sobre as instituições brasileiras”.

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