JUSTIÇA

Assassinato da menina Beatriz Mota completa dois anos sem respostas

Beatriz Mota foi encontrada morta com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015 durante a festa de formatura da sua irmã, em Petrolina

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Publicado em 09/12/2017 às 10:51
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Há dois anos os pais de Beatriz Mota esperam por justiça. No dia 10 de dezembro de 2015, a menina de 7 anos estava com a família na formatura de ensino médio da irmã mais velha. No meio da cerimônia, Beatriz Mota foi tomar água e desapareceu. Minutos depois foi encontrada morta com 42 facadas em uma sala desativada ao lado da quadra do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

Nesse período, muita coisa aconteceu como trocas de delegados, força-tarefa do Ministério Público e funcionários sob investigação, mas até agora nenhum suspeito está preso. Em março deste ano, foi divulgado um retrato falado com recompensa de 10 mil reais, mesmo assim, não há pistas dos culpados.

Para cobrar justiça e relembrar o caso, a família e os amigos de Beatriz Mota fazem neste domingo (10) uma caminha entre as cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

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A reportagem especial é de Natália Hermosa. Confira:

Relembre o caso

Na noite do dia 10 de dezembro de 2015, a família Mota participava da formatura da filha mais velha, concluinte do ensino médio. Sandro que também era professor na escola, celebrava a conquista da filha.

Durante a cerimônia, a menina de sete anos foi até o bebedouro tomar água e desapareceu.

Beatriz mota foi encontrada com 42 facadas em uma sala desativada que fica ao lado da quadra do colégio. Desde o dia do crime, parentes e amigos travam uma batalha em busca de respostas e punição para os culpados.

No período de dois anos, quatro delegados ficaram à frente das investigações. A última troca foi anunciada mês passado. A delegada Polyanna Nery substituiu Gleide Ângelo que cuidou do caso por 11 meses.

Esse, inclusive, foi um dos pedidos da família no último protesto feito no Recife, em novembro deste ano. Eles queriam alguém que cuidasse do caso de perto, já que a delegada Gleide Ângelo ficava no Recife.

Na tentativa de encontrar os culpados, vários depoimentos foram coletados. A direção da escola prestou esclarecimentos. Funcionários chegaram a ser considerados supeitos mas por falta de provas não estão presos. Um retrato falado foi divulgado em março deste ano com recompensa de R$ 10 mil, mas sem sucesso.

Seis meses após o crime, o Ministério Público montou uma força-tarefa com cinco promotores para ajudar nas investigações. Um ano e meio se passou e nenhum resultado foi apresentado. A nossa produção entrou em contato com o órgão que não quis gravar entrevista.

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