Frequência 2.0

"Foi o papel que mudou a minha vida", diz atriz sobre maternidade

Carolinie Figueiredo, conhecida por ter atuado em Malhação, tem viajado o Brasil para falar sobre a realidade de ser mãe

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Publicado em 11/12/2017 às 8:16
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A maternidade foi o tema que conduziu o Frequência 2.0 desta sexta-feira (08). O programa contou com a participação da atriz Carolinie Figueiredo. Ativista e formada como doula, tem dois filhos e usa as redes sociais para falar sobre a realidade da maternidade. Ela também tem percorrido o país para criar uma rede de empoderamento feminino. O tema também foi debatido com as jornalistas Luiza Falcão e Mariana Mesquita, que ainda comentaram os assuntos da semana. A sexóloga Silvana Melo falou sobre a retomada da vida sexual após o parto na coluna “Sexo e Relacionamento”.

Além disso, o Frequência 2.0 deu espaço a um ritmo que vem do Oriente. A bailarina mais musical do mundo, Serena Ramzy, falou sobre as curiosidades da Dança do Ventre no quadro “Mistura Massa”. Já na coluna “Astros e Estrelas”, a astróloga Angela Brainer explicou a influência do planeta júpiter no mapa astral. O programa é transmitido todas as sextas, às 23h, com reprise aos domingos, 21h. Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o frequencia@radiojornal.com.br.

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Conhecida pelo papel de Domingas, na novela Malhação, a atriz Carolinie Figueiredo tem a alguns anos desempenhado outra função. “Fui mãe aos 21 e aos 23 anos. Foi o papel que mudou minha vida”, afirma. Ela tem viajado o país para falar sobre empoderamento feminino, maternidade e educação dos filhos. “Nunca pensei em ser mãe. Foi uma surpresa pra mim e pra minha família. Então acho que construí esse papel da maternidade e hoje falo sobre justamente rasgar esse rótulo e descobrir quem é a mulher por trás disso”, explica.

A morte da maternidade idealizada

Carolinie começou a escrever nas redes sociais sobre a vida após ser mãe. O objetivo era desconstruir a visão idealizada da maternidade. “Eu comecei a escrever nas redes sociais sobre isso. Sobre a morte da maternidade idealizada. Do Instagram perfeito, das crianças lindas, da gente feliz com bebê no colo. A realidade é outra. Pouca gente falava sobre solidão, exaustão e de uma maternidade real há três anos. Agora parece que tá melhorando”, garante a atriz. Ela diz que sofreu preconceito por falar sobre a realidade e chegou a ouvir comentários dizendo que deveria estar bem por ter pedido para ter filhos e por eles serem lindos. Carolinie ainda esclarece. “É um amor incondicional, é maravilhoso, mas também têm todas essas outras coisas”.

Machismo

“Qualquer escolha que a mulher faça, ela vai ser julgada. Lidar com isso é muito sério”, diz Carolinie sobre a dilema de algumas mulheres em seguirem com a vida profissional ou cuidarem dos filhos. Para a atriz, muitas pessoas acabam ligando ao gênero feminino a responsabilidade de cuidar da criança. “Quando você vai fazer uma entrevista de emprego, eles perguntam quantos filhos tem. Mas pra mulher, pro homem não. Pro homem se fala do filho, é um prestígio. Pra mulher, é um peso”, compara.

Atuação

Longe das novelas desde 2013, quando atuou em “Sangue Bom” de Maria Adelaide do Amaral, Carolinie afirma que não está fechada a voltar às telinhas. No entanto, ela questiona os padrões de beleza impostos pela televisão. A atriz diz que fez teste para a novela “Novo Mundo”, mas acabou perdendo o papel para uma pessoa magra e que precisou utilizar enchimento. “Agora que chega a vez de poder interpretar uma personagem forte e independente, não tenho nem lugar de fala”, fala decepcionada. Carolinie esclarece que a questão do peso interfere totalmente na carreira de atriz. “Muitas vezes nem tem acesso aos testes”, garante.

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