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Acidente na Tamarineira: Motorista tem prisão domiciliar negada

O motorista João Victor, de 25 anos, matou três pessoas e deixou duas gravemente feridas após causar acidente de trânsito no bairro da Tamarineira

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Publicado em 16/12/2017 às 14:03
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O juiz auxiliar da 1ª Vara do Tribunal do Júri Ernesto Bezerra Cavalcanti vai receber na próxima semana um documento do Ministério Público. O promotor André Rabelo assinou um parecer contrário à conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar. O beneficiário seria João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos. Ele é o motorista que alcoolizado causou o acidente no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, que resultou em três mortos e dois feridos.

O rapaz segue preso no Cotel em Abreu e Lima e já se tornou réu no processo. Ele vai responder por triplo homicídio doloso com dolo eventual e duas tentativas de homicídio, que juntos resultam em mais de cem anos de cadeia.

Defesa

A defesa do motorista argumenta que ele é dependente químico e necessita de tratamento numa clínica especializada.

Relembre o caso

Um acidente deixou três pessoas mortas no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, no dia 26 de novembro. O carro em que as vítimas estavam foi atingido por um outro veículo, conduzido por João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, que dirigia sob estado de embriaguez. A mais de 100 km/h, o motorista queimou o sinal vermelho no cruzamento da Estrada do Arraial com a Rua Cônego Barata causando a colisão.

No momento da batida, duas pessoas morreram na hora: Marília Emília Guimarães Silveira, de 39 anos, e
a babá da família, Roseane Maria de Brito Souza, de 23, que estava grávida de três meses. Um dia após a fatalidade, o filho de Marília, Michel Arruda da Motta Silveira Neto, de 3 anos, não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

O marido de Marília, o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira, 46 anos, recebeu alta no último domingo (10), depois de 15 dias internado. A filha dela, Marcela Guimarães da Motta Silveira, 5 anos, segue internada em estado de coma.

O motorista teve ferimentos leves e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste do
Recife, onde fez teste de alcoolemia, que apontou 1,03 mg de álcool por litro de sangue. Pela lei brasileira, o máximo permitido é de 0,05 mg de álcool por litro de sangue.

Ele aguarda julgamento no Cotel, em Abreu e Lima. Ele teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia realizada na manhã seguinte ao acidente.

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