Entrevista

“A religião influi diretamente na música”, diz Karynna Spinelli

A cantora Karynna Spinelli, faz composições inspiradas no candomblé e na jurema sagrada, foi a entrevistada do Frequência 2.0 dedicado ao samba

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Publicado em 26/12/2017 às 11:17
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A sambista Karynna Spinelli foi a grande entrevistada do “Frequência 2.0” em homenagem ao samba. Na ocasião, ela falou sobre a carreira e a vida pessoal. A cantora faz composições inspiradas no candomblé e na jurema sagrada. A entrevista aborda ainda temas como a intolerância religiosa, o preconceito e a relação com o Morro da Conceição. Ouça o bate-papo completo no player abaixo:

Religião

“A religião influi diretamente na música”, afirma Karynna Spinelli. A cantora diz que tudo que compõe traz a vivência no candomblé. “Eu represento uma parte do samba de Pernambuco e o samba de terreiro”, garante. Ela ressalta que não é todo mundo que utiliza elementos do candomblé e da jurema sagrada no samba e na música. “A exceção é a música popular que traz toda essa bagagem e riqueza”, completa.

Relação com a música

Karynna explica que desde criança é envolvida com a música. “Eu canto desde pequenininha”, conta. A sambista diz que a influência surgiu dentro de casa, já que a mãe cantava de forma amadora e o pai era cantor de seresta. “Com o tempo fui escolhendo o que eu gostava mais de ouvir e foi tudo muito natural”, fala.

Preconceito

Questionada se já foi vítima de preconceito, Karynna é enfática: eu sou branca. Para a cantora, as pessoas são muito mais intolerantes com a cor do que com a religião. “Para o público eu sou uma coisa engraçada por ser uma mulher branca que tem uma religião dos negros”, afirma. Mesmo assim, ela diz que espero ser um instrumento de combate à intolerância. “O pouco que eu passo por esse preconceito não vale a pena nem citar. Não me fere. O que o meus irmãos passam, sim, é monstruoso”, diz.

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