NECRÓPOLE DE GIZÉ

Quadrilha envolvida em golpe de pirâmide financeira fez vítimas no exterior

O esquema de pirâmide financeira prometia negociação ligada ao mercado internacional com rentabilidade do valor investido de até 200%/ano

Rádio Jornal
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Publicado em 05/01/2018 às 16:23
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A operação de repressão denominada Necrópole de Gizé investiga o envolvimento de pelo menos quatro pessoas suspeitas de liderar esquema de pirâmide financeira em estados brasileiros. Durante a operação, o líder da organização identificado como Antônio Ferreira de Araújo Júnior, de 41 anos, foi preso dentro do apartamento onde mora no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um drone foi usado para acompanhar o trabalho dos policiais durante a prisão.

De acordo com as investigações, o grupo tinha três empresas de fachada que funcionavam como corretoras bancárias. Elas eram sediadas nos estados de Pernambuco, Piauí e no Rio Grande do Sul. Os integrantes da quadrilha se passavam por investidores financeiros e prometiam negociação ligada ao mercado internacional onde a rentabilidade do valor investido chegava a quase 200% ao ano. Segundo o delegado que investiga o caso, Carlos Couto, o grupo fez centenas de vítimas inclusive dois empresários do exterior.

A polícia também acredita que o grupo fazia parte de um laboratório de lavagem de dinheiro, como explica o delegado Breno Maia que também participa das investigações.

As falsas empresas funcionaram por nove meses e o valor do golpe aplicado ainda é incalculável pela polícia.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

Prisão

Antônio Araújo foi encaminhado ao Cotel por mandado de prisão preventiva. Ele teve dois apartamentos e as contas bancárias bloqueadas pela justiça. Os bens somam aproximadamente um milhão de reais e de acordo com a polícia o valor será usado para ressarcir as vítimas.

Os outros envolvidos no esquema prestaram depoimentos e estão impedidos de trabalhar com marketing multinível. Todos eles irão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato, crime contra a economia pública e contra o consumidor.

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