
A justiça pode suspender reunião que vai discutir reajuste das tarifas de ônibus da Região Metropolitana do Recife. A ação popular que pede a suspensão foi movida pela Rede de Articulação pela Mobilidade, que reúne várias entidades, nesta terça-feira (9). O pedido de liminar está nas mãos do juiz da quarta vara da fazenda pública Djalma Adrelino Nogueira Junior.
O Conselho Superior de Transporte Metropolitano se reúne na manhã desta sexta-feira (12), na Iputinga. Em pauta, o reajuste anual do sistema responsável pelo deslocamento de mais de um milhão de usuários/dia.
Valores
O percentual de reajuste apresentado pelas operadoras através de um estudo técnico é de 11,02%. Com isso, o anel “A” pago por quase 85% dos passageiros passaria para R$3,55. O “B” R$ 4,90, o “D” R$ 3,85 e o “G” R$ 2,35.
As empresas recebem do governo estadual subsídios e isenções que chegam a R$ 240 milhões/ano.
O Grande Recife Consórcio de Transporte, órgão público, deve apresentar na reunião caso aconteça uma proposta alternativa.
Além da judicialização do reajuste dos ônibus, a Frente de Luta pelo Transporte Público está organizando mobilizações. Logo mais, às 12h, na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no centro do Recife, tem aulão ao ar livre.
A iniciativa tem como objetivo denunciar a população uma série de irregularidades no setor, como a falta de seguro dos coletivos. A coordenadora da Frente de Luta pelo Transporte diz que o aumento é ilegal, incoerente e imoral:
Os movimentos sociais estão ingressando também com uma ação popular para anular os reajustes concedidos nos últimos três anos. Camila Fernanda, do coletivo Meu Recife, explica que os argumentos para fundamentar o reajuste são falaciosos:
População critica
Para a grande maioria dos passageiros de ônibus, o serviço não corresponde ao valor cobrado sem o reajuste. Confira as opiniões da historiadora Franci Lemos, a comerciante Edna Maria da Paz e do aposentado Severino Teles da Silva: