FREQUÊNCIA 2.0

Os desafios de quem faz música eletrônica em Pernambuco


O Frequência 2.0 entrevistou a DJ Adriana Pax e a produtora cultural Maria do Céu sobre a cena da música eletrônica e as mudanças dos últimos anos

Rádio Jornal
Rádio Jornal
Publicado em 15/01/2018 às 12:49
Leitura:

Imagem

O “Frequência 2.0” da última sexta-feira (12) embarcou na “vibe” da música eletrônica e do universo das boates com a presença da Dj Pax e da produtora cultural Maria do Céu, dona da famosa boate recifense Metrópole. Elas destacaram os desafios de um nicho musical que cresce no mundo inteiro. Confira o programa completo no áudio abaixo.

Ascensão feminina na música eletrônica

Uma das primeiras DJs femininas da região, Adriana Pax disse que o momento é bom para quem trabalha com música eletrônica, em especial, a brasileira. Ela afirma que sempre se capacita muito, que os DJs precisam se atualizar. “Cada pista tem o DJ que merece”, brincou.

De acordo com ela, o machismo ainda é muito presente na cena eletrônica: “Me tornei objeto de desejo e isso gerava muito fetiche. Era diferente ter uma mulher fazendo uma função que era dominada pelos homens”, afirmou. De acordo com Pax, até hoje ela é alvo de pegadinhas de quem acredita que ela não sabe “tocar de verdade”. “Isso é fruto do recalque e do machismo que a gente combate até sem querer”, detalhou.

“Música boa”

Proprietária da maior casa noturna do Nordeste, a Metrópole, a produtora cultural Maria do Céu fala do sucesso e do comportamento do público. Para ela, música boa é a que faz dançar. A empresária vê na música uma grande “terapia” e destaca um novo cenário da música brasileira. “A música brasileira pop se fortaleceu muito nas boates”, comemorou.

Janeiro de Grandes Espetáculos

Dentro do quadro “Mistura Massa”, o ator e produtor teatral Paulo de Castro trouxe detalhes da programação da edição 2018 do Janeiro de Grandes Espetáculos, do qual é coordenador geral. Ele destaca que são mais de 100 apresentações em 18 dias. “Uma programação extensa dessas só se faz com muito amor”, declara.

Paulo de Castro ainda lembrou que o Janeiro de Grandes Espetáculos, que chega na edição de número 24, é a mais importante das artes cênicas em Pernambuco. “Pernambuco sempre foi referência para tudo, não só nas artes. Pena que temos sempre poucos recursos”, lamentou.

Sexo, relacionamento e astrologia

Na coluna “Sexo e relacionamento”, a sexóloga Silvana Melo explicou que não existe uma duração ideal para uma relação sexual. Já no quadro “Astros e Estrelas”, a astróloga Angela Brainner detalhou o que pode mudar nos céus com a chegada do ano novo. Dúvidas e sugestões para o programa podem ser enviadas pelo frequência@radiojornal.com.br.


Mais Lidas