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Polícia Federal cumpre mandados em Pernambuco nesta terça

Operação da Polícia Federal foi deflagrada em Santa Catarina e investiga fraude tributária na importação de equipamentos médicos em 18 estados

Rádio Jornal
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Publicado em 16/01/2018 às 10:56

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Um desdobramento da Operação Equipos, da Polícia Federal, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) pela Polícia Federal de Santa Catarina. A Operação "Zona Cinzenta" tem o objetivo de investigar fraudes na importação de equipamentos médicos.

Foram expedidos 61 mandados de busca e apreensão para 47 municípios de 18 estados brasileiros, incluindo Pernambuco, onde foram cumpridos três mandados em Paulista e Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), além de Serra Talhada, no Sertão do Estado.

A Polícia Federal informou que em Paulista o mandado foi cumprido em um depósito de uma empresa de materiais hospitalares. No entanto, nada foi apreendido no local porque o equipamento alvo não foi encontrado.

Já em Camaragibe, uma clínica particular que oferece exames de mamografia, radiografia e endoscopia foi o alvo da operação. Segundo informado pela polícia, o proprietário do estabelecimento disse que comprou o equipamento pensando que a importação estava em ordem.

Em Serra Talhada, a Polícia Federal realizou as buscas em um hospital, mas lá também não foi encontrado nada.

Investigação

As investigações da Equipos começou em outubro de 2013 após a apreensão de uma carga de equipamentos médicos na fronteira da cidade de Dionísio Cerqueira em Santa Catarina. Foram apreendidos tomógrafos, mamógrafos, dentre outros equipamentos de alto valor comercial. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, dos quais R$ 2 milhões correspondiam a tributos sonegados.

A polícia acredita que as fraudes da quadrilha tenham causado um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões, considerando apenas os tributos federais.

Os equipamentos ficavam em um depósito em São Paulo e posteriormente eram vendidos com nota fiscal adulterada para clínicas e hospitais de vários estados do país.

São investigados empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo. Um servidor da Receita Federal de Santa Catarina também é investigado por facilitar a ação da quadrilha.

Crimes

Os envolvidos no crime podem ser indiciados por corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação do contrabando e falsidade ideológica. As penas máximas somadas podem chegar ao patamar de 23 anos de reclusão.

*Com informações do JC Online