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Torrentes 2: Esquema desviou mais de R$ 10 milhões dos cofres públicos


A Torrentes 2 apontou que oficiais do Corpo de Bombeiros e empresários desviaram recursos destinados às vítimas de enchentes em PE e da seca no Maranhão

Rádio Jornal
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Publicado em 08/02/2018 às 16:09
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A Polícia Federal em Pernambuco apresentou os detalhes da Operação Torrentes 2 que investiga o desvio de recurso público federal e corrupção envolvendo empresários e oficiais do Corpo de Bombeiros do estado do Maranhão. A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (8).

Dos sete mandados de prisão preventiva, seis foram cumpridos. No Recife foram quatro mandados expedidos, dois deles para alvos que já estão no Cotel, decorrente da primeira investigação da operação, em novembro do ano passado. Os outros dois presos foram localizados dentro de casa. Um em Boa Viagem e outro na cidade de Jaboatão dos Guararapes.

Nove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos dois estados. De acordo com a Polícia Federal, o desvio de verbas dos cofres públicos chega a mais de R$ 10 milhões.

Em Pernambuco, os alvos foram identificados como o pastor evangélico Daniel Pereira da Costa, os empresários Ricardo José de Padilha Carício, Ítalo Henrique Silva Jaques, já presos no Cotel desde a deflagração da Torrentes I, em novembro do ano passado,
e Rafaela Carrazone da Cruz Gouveia Padilha, também presos anteriormente, mas que respondia em liberdade, apenas sob monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica.

No Maranhão foram presos o ex-comandante do Corpo de Bombeiros e um tenente também da corporação.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

O esquema

De acordo com as investigações, os oficiais e os empresários mantinham um esquema onde superfaturavam licitações para compras de materiais para ajudar municípios atingidos pela cheia que atingiu Pernambuco e materiais para cidades atingidas pela seca no Maranhão. O grupo, além de superfaturar, não executava o contrato e não entregava a mercadoria.

O chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, Renato Madsen, afirma que o contrato licitatório partiu do estado de Pernambuco articulado por um lobista que já havia sido preso na operação anterior.

O dinheiro desviado era creditado pelos militares do Corpo de Bombeiros na conta da empresa fornecedora investigada. Um operador se encarregava de transferir a quantia.


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