FOLIA

Homem da Meia Noite arrasta multidão pelas ruas de Olinda


Homem da Meia Noite saiu religiosamente à meia-noite deste Sábado de Zé Pereira, em Olinda

Rádio Jornal
Rádio Jornal
Publicado em 11/02/2018 às 8:57
Leitura:

Imagem

Para alguns, um boneco gigante. Para outros, um símbolo do carnaval não só de Olinda, mas sim da folia de momo de Pernambuco. O certo é que, aos 87 anos, o calunga mais famoso do Brasil desperta sensações variadas nos foliões que esperaram a saída do Homem da Meia Noite, neste Sábado de Zé Pereira (10).

Milhares de pessoas estiveram na sede do calunga, no Bonsucesso. Uma das expectativas estava na vestimenta do Homem da Meia Noite, já que desde a morte do Alfaiate Brasil em 2012, a cada ano, um artista é convidado para confeccionar a roupa dele. Esse ano, os responsáveis foram o carnavalesco olindense Carlos Ivan e o bonequeiro Silvio Botelho.

Com elegância, a nova roupa agradou os foliões. O presidente da agremiação, Luiz Adolfo Botelho, diz que a ideia foi homenagear a cidade. “Ele veio homenageando Olinda, que é uma cidade gigante, cheia de história, romantismo, e a gente está muito feliz. Eu não tenho palavras para descrever o que a gente vê (...) O que a gente viu hoje aqui é uma demonstração de uma paixão enlouquecedora”, comentou.

Nesse ano, o Homem da Meia Noite prestou homenagem ao Galo da Madrugada, pelos seus 40 anos, maestro Carlos que está à frente da orquestra há mais de 30 e ao frevo pernambucano representado pelo cantor e compositor André Rio.

Para o artista, o calunga é um personagem gigante. “Primeiramente ele apaixona. Onde quer que a gente vá, em qualquer lugar do mundo, a gente vê as pessoas com esse símbolo mágico do carnaval pernambucano”, falou André Rio.

Confira os detalhes na reportagem de Walleys Santos:

A opinião do folião

Imagem

A psicóloga Mônica Mesquita, de 59 anos, que acompanha o desfile há mais de 10, admitiu que alguns sacrifícios são válidos quando o assunto é a melhor posição para ver a saída do calunga. “Para pegar uma posição dessa tem que chegar aqui umas 19h, 18h (...) Tudo a gente faz para que possa participar e visualizar as coisas bem de perto. É muito mágico e cada vez que a gente participa, mais dá vontade da gente vir”, contou.


Mais Lidas