DEBATE

Números do auxílio moradia no Recife não refletem realidade

Diretora de Habitação da Prefeitura afirma que números de quem precisa do benefício estão defasados. Lista de habitacionais inacabados é extensa

Rádio Jornal
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Publicado em 22/02/2018 às 13:59

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O debate da Super Manhã desta quinta-feira (22) discutiu a volta das moradias do tipo palafitas, o deficit habitacional, a falta de urbanização e a construção de moradias no Recife. Wagner Gomer recebeu a diretora de Habitação da Autarquia de Urbanização da Prefeitura do Recife (URB), Nora Neves, o arquiteto e urbanista do INCITI, arquiteto e urbanista do INCITI da Universidade Federal de Pernambuco, Werther Ferraz, e a repórter do Jornal do Commercio Ciara Carvalho.

Habitação e urbanismo

A gestora afirma que existe um grande número de famílias em situação de extrema vulnerabilidade morando em áreas pobres do Recife e que precisam de auxílio moradia e ou estão esperando um habitacional a ser construído pela Prefeitura. Um novo levantamento deve atualizar números do auxílio moradia, que já não refletem a realidade da cidade.

Durante o debate, a jornalista Ciara Carvalho traz um levantamento de habitacionais que deveriam ter sido entregues e que não foram finalizados. É o caso da comunidade Roque Santeiro, que fica de frente aos habitacionais Brasil I e Brasil II, que começaram a ser construídos na época do prefeito João Paulo (2001-2008). As habitacionais que vão beneficiar a comunidade do Pilar, Casarão do Barbalho, Lemos Torres, também se arrastam há anos sem serem concluídos.

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O arquiteto e urbanista Werther Ferraz ressalta que, além de retirar as famílias de áreas inadequadas e garantir moradia, é fundamental urbanizar as áreas anteriormente ocupadas por moradias irregulares e garantir que elas sejam usadas pela população. De acordo com ele, se os terrenos continuam expostos ou abandonados, acabam por atrair outras famílias que precisam de habitação.

Ainda segundo o arquiteto, ninguém mora em áreas inapropriadas porque deseja, mas a forma como se tira a família do local de origem, também é relevante. Quando se constrói um habitacional, é importante que ele seja próximo ao antigo local onde a família morava, onde ela tem laços afetivos e culturais.