ESTUPRO NA UPA

"Não é preciso ter penetração para ser estupro", diz delegado

Delegado de caso de estupro na UPA da Imbiribeira pede para mulheres denunciarem

Rádio Jornal
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Publicado em 26/02/2018 às 10:57

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A Polícia deve escutar, na tarde desta segunda-feira (26), mais duas mulheres que podem ser vítimas também do médico suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos, na última quinta-feira (22), dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro da Imbiribeira. De acordo com o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral, a primeira mulher que fez a denúncia passou por exames sexológicos e o resultado constatou a presença de material genético masculino no corpo dela. Outras duas vítimas já foram ouvidas, elas também teriam sido abusadas na unidade hospitalar.

Ouça reportagem completa de Juliana Oliveira:

"Parece-nos estar diante de um serial. Já estamos na quinta vítima, são três vítimas que já compareceram ao Departamento da Mulher e outras duas que agendaram para hoje. Foi encontrado perfil genético masculino orgânico na primeira vítima e precisamos partir agora para o confronto para termos uma prova material da participação dele, muito embora o depoimento da vítima e das testemunhas já seja importante para a investigação."

Se ele não aparacer para fornecer o material genético será considerado foragido. As investigações continuam e, por isso, o nome do médico ainda não pode ser divulgado. De acordo com a polícia, o suspeito ainda não se pronunciou sobre o caso até o momento. Ele foi afastado das atividades pela Secretaria de Saúde horas após a denúncia da jovem. O delegado reforça a necessidade de outras vítimas comparecerem à polícia para denunciar o suspeito e ressalta que qualquer violência física, como praticar ato libidinoso, já considerado estupro.

Nem só penetração é estupro

"Vale ressaltar que houve uma mudança legislativa em 2009 e muitas têm dúvida quanto ao que é estupro. Todo ato libidinoso - não necessariamente conjunção carnal (penetração) - qualquer violência física, qualquer ameaça com intuito de praticar ato libidinoso é classificado como estupro. É importante que as mulheres entendam que só denunciando é que se consegue fechar esse leque sobre o que se parece ser um serial", diz delegado.