
O Sport enfrentou o Santa Cruz nesta quarta-feira (7), na Ilha do Retiro, no Recife e a partida ficou no 1x1. O jogo foi marcado por confusões que deixaram pelo menos 60 torcedores do Santa Cruz machucados. Em entrevista coletiva, os técnicos das equipes Nelsinho Baptista (Sport) e Júnior Rocha (Santa Cruz) comentaram a partida e as cenas de violência no estádio.
Não sei como continuaram um jogo desses, disse Boris sobre confusão
Confusão na arquibancada

Nelsinho Baptista foi suscito ao comentar o incidente lamentável que afetou a torcida do adversário. "Eu não prestei atenção desde o início. Só via a confusão aqui embaixo. Não sei quem provocou". Sobre o jogo ter continuado, ele compara com o futebol japonês. "Estamos falando de um país completamente diferente do nosso. Lá, com certeza, o jogo não continuaria", diz.
Sobre a atuação da equipe do Sport, o técnico rubro-negro avaliou como positiva. “Teve volume de jogo, teve posse de bola, mas não decidimos”, comentou.
Técnico do Santa lamenta
O técnico do Santa Cruz elogiou a torcida do time, que acompanha o clube em todas as situações. "Eu nunca tinha visto uma coisa tão maravilhosa quanto a torcida do Santa Cruz na minha vida profissional. Estou impressionado com o comprometimento deles com o clube, independente da divisão e do momento", disse.
Sobre a confusão que envolveu a torcida tricolor nas arquibancadas da Ilha do Retiro, Júnior Rocha lamentou, mas disse que preferia não comentar a atuação da Polícia Militar, acusada de agir com truculência. "É uma pena, é lamentável, que isso ainda aconteça. Mas prefiro não comentar para não fazer considerações errôneas", disse.
Júnior Rocha ainda afirmou que a presença do torcedor é fundamental e eles "merecem somente coisas boas". “Somos adversário, mas não somos inimigo. Nem torcedor, nem policiamento”, explicou. "Quero pedir de coração que respeitem cada vez mais o torcedor, façam um planejamento para o torcedor vir seguro para cá", disse. "Estamos perdendo os torcedores porque as famílias não querem mais vir ao estádio por causa desses incidentes", lamentou.
Mesmo elogiando a garra da equipe, Júnior Rocha admitiu que é preciso melhorias. “Nós não estamos no nosso ápice”, comentou.
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