DEBATE

Venda da Chesf é tentativa de privatizar o São Francisco, diz deputado

O deputado federal Danilo Cabral afirma que privatização da Chesf pode aumentar a conta de luz. O parlamentar Daniel Coelho defende discussão do tema

Rádio Jornal
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Publicado em 09/03/2018 às 11:59

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O debate da Super Manhã recebeu os deputados federais Danilo Cabral (PSB-PE) e Daniel Coelho (PSDB-PE) para discutir a privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), proposta analisada pelo governo federal desde o ano passado. A intenção é privatizar as geradoras que tiveram as suas concessões prorrogadas pela Lei Federal 12.783 de janeiro de 2013, como é o caso da estatal nordestina.

De acordo com eles, a privatização da Chesf pode elevar a tarifa da conta de luz em cerca de 17%, segundo documento da Aneel. Enquanto Danilo Cabral defende que a venda da geradora de energia não seria benéfica à população, Daniel Coelho afirma que a concessão não pode ser feita às pressas, sendo necessário mais tempo para analisar os pró e contras da venda.

Além dos deputados pernambucanos, Geraldo Freire recebeu também o colunista de economia do Jornal do Commercio. Ouça o debate completo:

Plebiscito

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O deputado Danilo Cabral afirma que não entende como uma empresa pública que dá lucro pode ser privatizada. Para ele, a venda da empresa é como fosse a venda do Rio São Francisco para os chineses. "Estão querendo entregar o patrimônio do povo brasileiro. Estão querendo vender um Rio que abastece e pode abastecer milhares de famílias do semiárido Nordestino", diz.Para ele, a privatização da empresa pode até alterar a transposição do Rio São Francisco.

O parlamentar propõe que a privatização seja decidida pelo povo através de um plebiscito. De acordo com ele, um documento com 300 assinaturas será entregue na próxima terça-feira (13) à Câmara solicitando que, caso a privatização seja aprovada na Casa, a população seja consultada para saber se concorda ou não com a venda.

Tarifa

Para Daniel Coelho, a tarifa precisa ser debatida sem demagogia, inclusive se a empresa não for privatizada. "Não acredito em controle artificial do Estado de preço. Se o Estado segura o preço, a gente paga a conta de outra forma", diz. "Mas é preciso criar uma forma para que a população não seja penalizada", completa.