OPERAÇÃO CALABARISMO

Servidora é afastada após suspeita de fraudes na Previdência Social


A servidora federal de 54 anos é alvo da Operação Calabarismo, uma ação conjunta da Polícia Federal e da Força Tarefa Previdenciária em Pernambuco

Rádio Jornal
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Publicado em 02/04/2018 às 13:52
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Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Força Tarefa Previdenciária em Pernambuco afastou do cargo público uma servidora da previdência privada de uma agência no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. De acordo com a polícia, a mulher tem 54 anos e há 35 é funcionaria federal. Ela é suspeita de fraudar documentos de pessoas já falecidas para conceder pensão por morte para terceiros. As fraudes vinham acontecendo desde 2014 e a polícia acredita que 15 pensões foram forjadas. Após identificação, os benefícios foram suspensos.

A Operação Calabarismo foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (2) e cumpre cinco mandados de busca e apreensão e 17 de intimação. As buscas são em agências do INSS nos bairros da Iputinga e Pina, no Recife, e em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Documentos que estavam na casa da servidora também foram recolhidos.

O delegado federal Orlando Neves detalhou como a funcionária realizava as fraudes. “Pelo acesso que ela tinha aos sistemas da previdência ela verificava o beneficiário que faleceu e forjava o vínculo com esse beneficiário para que terceiros, que teriam direito, continuassem a receber aquele benefício”, explicou. “Eram feitos tantos contratos de união estável quanto algum vínculo (falso) comprovado entre o beneficiário e a pessoa que morreu para continuar recebendo esse benefício”, completou.

Os beneficiários envolvidos no esquema fraudulento deverão prestar depoimento. A mulher ainda não foi ouvida pela polícia.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

Operação Calabarismo

A Operação Calabarismo conta com o trabalho de 35 policiais que devem cumprir todo os mandados ainda nesta segunda-feira.

A polícia acredita que outros funcionários federais e pelo menos três intermediários estejam envolvidos na fraude e que com o andamento das investigações, irregularidades de outros tipos de benefícios possam aparecer.

Os envolvidos serão investigados pelos crimes de estelionato e informação de dados falsos no sistema previdenciário. As penas podem ultrapassar 17 anos de reclusão.

A servidora que já estava suspensa por decisão administrativa agora foi afastada da previdência por solicitação da Polícia Federal junto à justiça.

O número de aposentadorias fraudadas pela organização criminosa ainda está sendo alvo de levantamentos e os prejuízos financeiros causados aos cofres públicos até agora detectados chegam a R$ 183 mil.


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