TRANSPORTE PÚBLICO

Após aumento de 87,5%, tarifa do metrô passa a custar R$ 3 nesta sexta


Um ato contra o reajuste está marcado para as 9h, na Estação Central do metrô do Recife

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 11/05/2018 às 7:59
Sérgio Bernardo/JC Imagem
FOTO: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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*Com informações do Jornal do Commercio

A nova tarifa do metrô do Recife entra em vigor nesta sexta-feira (11). Conforme decidido em março pelo conselho administrativo da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), quem chegar às bilheterias encontrará a passagem sendo vendida a R$ 3, valor 87,5% mais caro que o R$ 1,60 praticado até essa quinta-feira.

Um ato de protesto contra o reajuste está marcado para as 9h, na Estação Central do Recife, bairro de São José. A mobilização é organizada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco (FLTP) e pelo Sindicato dos Metroviários (Sindmetro). Saiba mais na reportagem :

Reajuste

O aumento de 87,5% no valor da tarifa do metrô acontece seis anos após o último reajuste. Além do Recife, o transporte fica mais caro em Belo Horizonte, Natal, João Pessoa e Maceió. Nas três últimas capitais, as tarifas estavam congeladas há 15 anos. Já Belo Horizonte não tinha aumento da passagem do metrô desde 2006. Parlamentares chegaram a propor aumento escalonado durante um período de até cinco anos, mas, até a tarde de ontem, o assunto ainda não havia sido levado ao conselho.

Com o incremento, a CBTU espera aumentar a arrecadação de R$ 60 milhões para R$ 110 milhões por ano. “Do antigo valor, nós só recebíamos R$ 0,60, porque a maior parte dos passageiros acessam o metrô através dos ônibus nos terminais integrados. Agora, vamos ficar com R$ 1,20”, explicou o superintendente do metrô do Recife, Leonardo Villar Beltrão. Somente para se manter em funcionamento, o metrô precisa de mais de R$ 100 milhões anuais. Quando somada a folha de pagamento os gastos chegam a R$ 300 milhões.

Com a despesa até cinco vezes maior do que a arrecadação, o metrô depende de subsídios do governo federal, que sofrem ameaças de corte todos os anos. Em março, o metrô quase teve 80% da operação reduzida por falta de recursos. Isso só não aconteceu porque a União garantiu a recomposição do orçamento de custeio do sistema, cortado em 43% este ano. A expectativa da CBTU é de que o incremento na arrecadação facilite a obtenção de recursos junto aos ministérios das Cidades e do Planejamento.


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