DENÚNCIA

Presidente do Sindicombustíveis nega prática de cartel em postos de PE

Segundo a operação da Polícia Civil, três integrantes do Sindicombustíveis alinhavam os preços dos combustíveis nos postos envolvidos no cartel

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 15/05/2018 às 16:47
Guga Matos/ JC Imagem
FOTO: Guga Matos/ JC Imagem

O presidente do Sindicato dos Combustíveis de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Ramos, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (15) para falar sobre a Operação Funil da Polícia Civil, que combate a formação de cartel. Três pessoas ligadas ao sindicato foram presas e foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.

De acordo com gerente Regional das Delegacias Especializadas, o delegado Nelson Solto, os integrantes do sindicato eram os responsáveis por alinhar os preços dos combustíveis nos postos envolvidos no cartel. "Eles faziam contato com os donos dos postos e faziam o direcionamento para a prática do cartel", disse.

Alfredo negou as acusações e garantiu que não tem nenhum esquema de cartel promovido pelos donos dos postos. “Não existe cartel, o sindicato não faz essa prática, o sindicato não orienta nenhum revendedor em relação a preço de combustível. A média de combustível em Pernambuco é uma das menores medidas praticadas no país e no Nordeste”, garantiu.

Confira os detalhes na reportagem de Isa Maria:

Segundo o presidente do Sindicombustíveis, ele não teve conhecimento de detalhes do processo e os advogados estão trabalhando para tirar os presos da cadeia. “Até agora não tivemos aceso ao processo, a ver o que estão sendo acusados, infelizmente é muito mais fácil atingir alvos produtivos. A gente vai fazer todos os esforços necessários para tirar eles dessa situação”, disse. “Não foi dado a gente o direito de recolher o processo que nos acusa”, criticou.

Investigação

A investigação teve início em julho de 2017 tendo como alvo uma quadrilha que agia em postos de combustíveis do Recife e da Região Metropolitana do Recife, além do Agreste Pernambucano.