PROTESTO

Em greve, professores e guardas municipais protestam no Centro do Recife

Os manifestantes protestam em frente à Prefeitura do Recife. Os guardas municipais e os professores estão em greve por tempo indeterminado

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 22/05/2018 às 12:05
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
FOTO: Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

*Com informações do JC Online

Há mais de uma semana realizando sucessivos protestos, os guardas e os professores da rede municipal de ensino realizam mais um ato, na manhã desta terça-feira (22). A concentração da manifestação aconteceu em frente à Câmara Municipal do Recife, na Rua Princesa Isabel, no bairro da Boa Vista, na área Central do Recife. Os manifestantes saíram em passeata em direção à Prefeitura do Recife, que fica no Cais do Apolo, no bairro do Recife, onde realizam uma nova etapa do ato.

Professores em greve

Por tempo indeterminado, os professores municipais do Recife organizaram outro protesto no último dia 14 de maio. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife. A decisão pela greve foi tomada em assembleia na última sexta-feira (11), com cerca de mil professores reunidos em frente ao Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Zona Oeste do Recife.

Os professores reivindicam o reajuste salarial de 6,81%. Segundo a coordenadora geral do Simpere, Cláudia Ribeiro, 80% das instituições estão paralisadas, atingindo cerca de 310 escolas e mais de 96 mil alunos. "Estamos esperando propostas da Prefeitura do Recife há quatro meses. Eles querem aplicar o percentual apenas para os professores em início de carreira, ou seja, 80 profissionais", relatou Cláudia.

Guardas municipais

Os guardas protestaram pedindo a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, carteira profissional, mais fardamentos e porte de armas. "Nós não temos como nos identificar, porque não temos carteira profissional. Não temos fardamento. Temos que lavar um dia para usar no outro. Só recebemos uma. E ainda estamos trabalhando desarmados. Por isto nos recusamos sem segurança", declara o presidente do Sindicato dos Guardas, Subinspetores, Inspetores e Agentes de Trânsito (Sindguardas), Ewerson Miranda.