O júri popular foi marcado para acontecer na Câmara Municipal de Itapissuma, para onde o acusado Gildo da Silva Xavier foi levado, por volta das 7h30 desta terça-feira (22). Ele chegou em uma van do sistema penitenciário, algemado, e não quis gravar entrevista. Assim que desceu do veículo, ficou frente a frente com a ex-companheira, e mãe de Maria Alice, Maria José de Arruda, que veio acompanhar o júri e não conteve a emoção quando encontrou o assassino confesso da jovem entrando na Câmara de Itapissuma. "Monstro maldito, vai pro inferno, condenado", gritou.
Ouça informações com Matheus Sampaio:
Para Maria José de Arruda, mãe da jovem assassinada pelo padrasto, o dia do júri esta sendo de expectativa por justiça para punir o homem que sequestrou, torturou, estuprou e matou a sua filha. Ela lamenta não ter desconfiado que o seu companheiro pudesse ser tão cruel com a filha, com quem conviveu durante quinze anos. O acusado não teve testemunhas a seu favor, mesmo a defensoria pública dispondo de tempo suficiente para convocá-las. E, para a acusação, foram chamadas cinco testemunhas, consideradas pelo promotor Alexandre Saraiva de grande importância para o júri.
Uma das testemunhas é a delegada Gleide Ângelo, responsável pelas investigações que iniciaram com o desaparecimento da jovem. As buscas, quando ainda havia esperanças de encontrá-la com vida, até o momento em que o corpo de Maria Alice foi encontrada nas terras do Engenho Burro Velho, em Itapissuma.
Etapas do júri
- Instrução (quando serão ouvidos testemunhas e acusado)
- Depois, a juíza, defesa, acusação e júri fazem perguntas para as testemunhas
- Posteriormente, vem o debate (são as alegações da defesa e da acusação)
- Em seguida, o juiz vai para uma sala secreta entregar perguntas que deverão ser respondidas pelo júri. Ao final, sera dada a sentença
Júri feminino
Um detalhe é que na formação do júri, defesa e acusação poderiam rejeitar três testemunhas, cada. Foram selecionadas 25 pessoas. Do total, sete sorteadas para formar o júri: todas mulheres.