PROTESTO

Paralisação de caminhoneiros afeta 60% do abastecimento do Ceasa

Caminhoneiros realizam protestos em todo o país contra o aumento dos combustíveis

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 23/05/2018 às 14:51
Reprodução/ Google Street View
FOTO: Reprodução/ Google Street View

A manhã desta quarta-feira (23) começou tumultuada no Recife e Região Metropolitana por conta da continuação dos protestos de caminhoneiros que paralisaram estradas em todo país devido ao aumento no preço do diesel.

Por causa da manifestação, o Governo Federal anunciou na que o valor do litro do combustível deve baixar nas bombas a partir da tarde desta quarta-feira. A decisão da redução foi logo após um acordo firmado com o Congresso Nacional na última terça-feira (22) onde a solução apresentada foi zerar a cobrança da tarifa que incide sobre os combustíveis, a tarifa Cide, para o óleo diesel. Com a baixa, o litro do diesel e da gasolina fica R$ 0,4 mais barato para o consumidor final.

Mas, mesmo com o anúncio da baixa, os caminhoneiros prometem continuar as paralisações e a greve já atinge o comércio.

O movimento dos caminhoneiros já afeta o funcionamento do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa). “Registramos, desde a abertura dos portões do Ceasa às 3h até esta tarde, entrada de veículos carregados em torno de 60%. Os produtos com mais falta, a gente pode destacar as frutas (banana, laranja), umas que vê do Vale do São Francisco, como manga, uva, goiaba e pinha, e a questão dos folhosos. A batata hoje é o grande vilão a gente já enxerga o preço mais alto para o consumidor”, detalhou o presidente do Ceasa, Gustavo Melo.

Segundo Gustavo, essa realidade, no entanto, pode mudar rapidamente nas próximas 24 horas.

Preços

Na PE-15, em Olinda, um posto está parado por falta de combustível. De acordo com funcionários não houve entrega. João Augusto é motorista de aplicativo e não contava com a falta de gasolina.

No bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife, dois postos também estão sem abastecimento. O estabelecimento, que ainda tem estoque, aumentou ainda mais os valores. E em alguns locais o litro da gasolina já passou da casa dos R$ 5.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros, que coordena os protestos, explica que a solução apresentada pelo governo não resolve o problema já que a tarifa sobre o combustível representa apenas um por cento dos vinte e sete de peso que os tributos têm no preço do diesel.

Na BR-101, em Prazeres, caminhoneiros pretendem continuar a paralisação.

Só neste mês de maio, a Petrobrás anunciou 12 altas no litro dos combustíveis.