EXPECTATIVA

População procura botijão de gás após distribuidoras serem abastecidas

Aos poucos as distribuidoras de botijão de gás estão sendo reabastecidas após protesto de caminhoneiros ser desarticulado no Porto de Suape

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 30/05/2018 às 15:13
Diego Nigro/ JC Imagem
FOTO: Diego Nigro/ JC Imagem

Aos poucos os caminhões com gás de cozinha começam a abastecer as revendedoras em Pernambuco. No bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, uma fila de consumidores já começa a se formar em uma distribuidora, que está sem o produto há uma semana e existe a expectativa de abastecimento ainda na tarde desta quarta-feira (30).

A dona de casa Sandra está no local para comprar um botijão. “Vim garantir porque o meu no dia 2 vai acabar (...) Não tem como [ficar sem] e a gente que mora em prédio é pior”, disse. Ela criticou a alta nos últimos dias do gás de cozinha. “Tem gente pagando até 120 num botijão de gás e eu acho um absurdo”, falou.

O dono do estabelecimento, Ailton Junior, criticou a política de preço da Petrobras. “Estamos desde quarta-feira sem produto. Um prejuízo grande, só que esse prejuízo nosso já vem acumulando desde a nova prática da política de preço da Petrobras, que começou com Pedro Parente. Essa política, ao meu ver, quebrou os revendedores de gás e combustível. É um aumento sistemático quase que diário”, justificou.

O revendedor está vendendo o gás a R$ 65 e disse que não se aproveitou da situação caótica para aumentar o valor do produto. “Temos esse preço desde março de 2018 e vai continuar até o nosso estoque durar”, garantiu, explicando que o pagamento e a dinheiro.

Confira os detalhes na reportagem Marcos Helen:

Governo diz que vai preservar política de preços da Petrobras

Apesar das críticas à política adotada pela Petrobras, o Governo Federal reafirmou por meio de nota, nesta quarta-feira (30), que vai preservá-la. O texto diz ainda que o governo do presidente Michel Temer tem compromisso com a saúde financeira da estatal, que foi recuperada de "grave crise".

“As medidas anunciadas pelo governo para garantir a previsibilidade do preço do óleo diesel, que teve seu valor reduzido ao consumidor, preservaram, como continuaremos a preservar, a política de preços da Petrobras”, registra o texto. Como medida para atender a reivindicação da pauta dos caminhoneiros, o governo anunciou a decisão de reduzir em R$ 0,46, por litro, o preço do diesel na bomba e manter esse valor por 60 dias.

Na nota, o Planalto destaca ainda que a estatal "foi recuperada de grave crise nos últimos dois anos pela gestão Pedro Parente [presidente da Petrobras]”. Em vigor desde o ano passado, a atual política de preços da Petrobras prevê reajustes dos combustíveis com maior frequência refletindo as variações do petróleo no mercado internacional e também a oscilação do dólar.