etanol

Modelo de distribuir combustível é velho, diz presidente do Sindaçúcar

Renato Cunha defende que etanol possa também ser comprado direto nas usinas e não só por intermédio de distribuidoras

Mayra Milenna Gomes
Mayra Milenna Gomes
Publicado em 31/05/2018 às 9:32
Foto: Pixabay/Reprodução
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O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, em entrevista ao Passando a Limpo, na manhã desta quinta-feira (31), defendeu que haja uma opção alternativa ao atual modelo de distribuição de combustível no Brasil (no qual o produto precisa, invariavelmente, ser direcionado a uma distribuidora para chegar nos postos). Ele acredita que se os donos de postos pudessem comprar etanol direto da usina melhoraria a logística e o preço final para o consumidor. "Apesar de estarmos na entressafra, as usinas têm produto e podem ajudar em um possível crise", diz.

"É importante para a concorrência saudável que seja possível comprar de outro local, dentro das normas da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O dono do posto vai comprar onde houver oferta de produto, é um modelo a mais. No Brasil não falta etanol. E sobra o hidratado em Pernambuco", explica.

Ouça entrevista completa:

Modelo antigo

"O modelo de distribuição é um modelo vencido, tem 50 anos", dispara. Ele exemplifica dizendo que se há um posto em frente à usina, do outro lado da rodovia, o dono não pode fazer a compra diretamente: para ele receber etanol hidratado é preciso enviar o combustível para uma distribuidora, que leva para Suape para trocar nota fiscal e passar pela burocracia até voltar para o posto".