Em junho, a oferta de milho no Ceasa deve superar a casa dos 13 milhões de espigas, número maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Nesta sexta-feira (1º), a "mão de milho", quantidade equivalente a 50 espigas, é vendida a R$ 25, podendo chegar a R$ 30 ou R$ 40, dependendo da qualidade do milho.
A cozinheira Nívea Maria da Silva, que faz canjicas por encomendas, está animada com a possibilidade do preço do produto cair ainda mais. Ela é moradora do Cabo de Santo Agostinho e, na cidade, só encontra milho a R$ 40. "Aqui está mais em conta. Lá no Cabo está um pouquinho salgado o preço", diz.
A quantidade ainda não é expressiva por conta da dificuldade do transporte causado pela grave dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento da Ceasa por pelo menos 10 dias. O presidente do Centro de Abastecimento, Gustavo Melo, explicou que as chuvas contribuíram para o crescimento da produção e que o preço deve baixar. "Esse ano teremos mais milho, com maior qualidade, e, provavelmente, com preços melhores que os do ano passado", disse. "Por enquanto, o preço ainda não está tão acessível. Tivemos essa semana de desabastecimento, chegou pouco, mas a tendência é normalizar a partir de segunda-feira", explica.
Plantão do milho
No dia 8 de junho, aos comerciantes passam a contar com o Plantão do Milho, que funcionará 24 horas por dia. Espaço estará aberto até 23 de junho.