Petrobras

Para economista, Petrobras praticou política sem consultar a população

Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (1)

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 01/06/2018 às 17:52
Foto: José Cruz/Agência Brasil
FOTO: Foto: José Cruz/Agência Brasil

O economista Luiz Maia, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, afirmou que a Petrobras praticou uma economia sem consultar a população brasileira, principal interessada em seus produtos. O professor ainda detalhou para onde são destinados os lucros da empresa, que teve seu presidente, Pedro Parente, cedendo a pressão e pedindo demissão nesta sexta-feira (1).

"A questão dos benefícios dizem respeito ao caráter público da operação da petrobras. A petrobras tem os mecanismos para levar em conta aspectos sociais. O que nos faltou foi uma vigilância mais cuidadosa do que a Petrobras deveria estar fazendo. Ela estava praticando uma política sem consultar os principais interessados, os clientes e a população", disse Luiz Maia em entrevista à Rádio Jornal.

Ainda segundo Luiz, os lucro da empresa beneficiam apenas dois setores. "A empresa é uma empresa privada de capital aberto, como maior acionista o Governo Brasileiro e os fundos de pensão brasileiros. Os que mais lucram são justamente essas duas figuras. O Governo e as pessoas que comandam esse fundos de pensão", comentou.

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