Seis crianças internadas na enfermaria pediátrica do Hospital Barão de Lucena (HBL, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, foram identificadas com a superbactéria KPC (sigla para Klebsiella pneumoniae carbapenemase), que faz parte de um grupo de microrganismos imunes a múltiplos antibióticos. Por conta disso, os pacientes foram isolados devido ao risco aos outros pacientes internados na unidade de saúde, inclusive aqueles cujo tratamento exige o uso de cateter intravenoso.
A médica infectologista Sylvia Lemos explica do que se trata a bactéria. “É uma bactéria que começou que começou a ser chamada de superbactéria porque ela apresenta resistência a quase todos os antibióticos. Ela foi identificada a primeira vez em 2000, nos Estados Unidos, e vem sendo um problema em todo mundo”, detalhou. “O problema dela é que ela tem uma transmissão muito fácil através do contato de pessoa a pessoa e ela não é tratada facilmente com os antibióticos”, completou.
De acordo com a direção do Barão de Lucena, as seis crianças internadas estão sendo devidamente tratadas com uso de antibiótico e a unidade está realizando exame em outros pacientes para saber se também estão infectados, como medida de precaução.
A infectologista Sylvia Lemos explica ainda que a bactéria se adquire por contato de quem já apresenta o KPC e a contaminação é mais fácil em idosos e crianças. Ela diz que os cuidados com a higiene devem ser reforçados.
Confira os detalhes na reportagem de Bruna de Oliveira:
KPC no hospital
A superbactéria KPC já circulou pelo Hospital Barão de Lucena em 2014. Em notam, a direção da unidade de saúde, por meio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, informou que casos de bactérias multirresistentes são esperados na população em geral e, principalmente, em ambientes hospitalares de alta complexidade.
A direção informou ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não recomendada a interrupção da assistência em serviços de saúde como medida de controle de microrganismos multirresistentes, orientando ações para evitar novos casos.