Passando a Limpo

Juizes e promotores se acomodaram com privilégios, diz Rubens Bueno

Deputado é relator de projeto de lei que regulamenta o teto salarial dos servidores públicos e quer colocar limites para gastos com auxílios

Mayra Milenna Gomes
Mayra Milenna Gomes
Publicado em 13/06/2018 às 9:40
Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados
FOTO: Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR), relator do projeto de lei que regulamenta o teto salarial dos servidores públicos, disse em entrevista ao Passando a Limpo, nesta quarta-feira (13), que pretende estabelecer um limite para os gastos com auxílios no serviço público. "Se você imaginar o que tem de penduricalho nesse País é algo inacreditável", falou. "No Brasil se desrespeita a lei todos os momentos. Não estamos atacando a magistratura e o ministério público, mas juizes e promotores se acomodaram com privilégios".

Ouça entrevista completa:

"A constituição permite extrapolar o teto com relação à educação e saúde. Nós estamos regulamentando a constituição e dizendo quais são os casos possíveis de extrapolar o teto remuneratório. Mas com travas. Não deixar ao critério de cada poder ou instituição ou repartição imaginar que pode pagar o que quiser. Estamos estabelecendo limites e critérios", explicou.

Auxílio moradia

"O auxílio moradia, polêmica maior, é grave porque o ministro Luiz Fux, ao expedir liminar a pedido das associações de magistrados, ele mandou pagar auxílio moradia para todo mundo de forma indiscriminada. Isso mostra a falta de preocupação com o equilíbrio fiscal, com a responsabilidade de governo e com a responsabilidade de país", avaliou. O deputado lembrou que decisão de Fux já custou R$ 4 bilhões de reais aos brasileiros.