A russa Olga Aliokhina Alves, nasceu em Krasnodar, a 1.344,9 quilômetros de Moscou, mas morou na capital da Rússia por 10 anos. No País natal, ela trabalhou como guia turística falando em português e mora no Brasil desde 2015, quando se casou com o brasileiro Maicon Alves. Passou um tempo em São Paulo e agora mora em Santa Catarina. Em visita a Pernambuco, Olga conheceu Geraldo Freire, com quem conversou nesta quarta-feira (20).
Em entrevista à Rádio Jornal, Olga comentou o episódio de machismo sofrido por uma mulher russa durante a Copa do Mundo, quando quatro brasileiros cercam uma mulher na Rússia e induzem ela a repetir palavrões e expressões machistas em português. Ela criticou, em especial, a postura do pernambucano Diego Jatobá. "Ele fez muita coisa errada. Você está na Rússia, você está num país estrangeiro, precisa se comportar como quem está fora de casa", disse.
Olga afirmou ainda que se sentiu ofendida com a atuação do grupo. "A moça não estava falando em português, ela estava repetindo o que eles estavam falando, ela não sabia o que estavam falando e foi exposta", analisa. Olga critica ainda o compartilhamento do vídeo, que tomou proporções mundiais, sem a autorização da mulher que aparece no vídeo.
Perguntada se a mulher russa é mais submissa que a brasileira, Olga retruca: "na Rússia, a mulher é mais feminista". E completa dizendo que a mulher russa tem oportunidade de estudar, geralmente trabalha e paga suas contas. "Na maioria dos, casos não depende do homem", completa.
Repercussão
Sobre a Repercussão do vídeo entre amigos e familiares no País natal, Olga disse o impacto foi muito negativo. "Meus amigos comentaram o episódio comigo e ficaram chocados. Eu expliquei que nem todos os brasileiros são assim", declarou.
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Futebol
Sobre a torcida para a Copa, Olga afirma que está dividida. "No dia que o Brasil joga, eu torço pelo Brasil. No dia que a Rússia joga, eu jogo pela Rússia", disse. "Eu não sei o que vai acontecer quando eles se encontrarem", diz, em tom amistoso.