Futebol

Copa e política: camisas amarelas estão encalhadas no comércio


Vendedores seguem insatisfeitos com baixa procura por camisa tradicional no comércio. Após impeachment, uniforme azul ganhou destaque

Ravi Soares
Ravi Soares
Publicado em 23/06/2018 às 10:31
Foto: Reprodução/Internet
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As vendas da emblemática “canarinha”, a camisa amarela da seleção brasileira de futebol, seguem fracas em um dos principais pontos do comércio do centro do Recife. No camelódromo, localizado na Avenida Dantas Barreto, no bairro de São José, o uniforme segue com vendas abaixo do esperado mesmo após a primeira vitória do Brasil na Copa 2018. A repórter Clarissa Siqueira, da Rádio Jornal, conferiu na matéria que você escuta na íntegra abaixo.

“Preferência é pela azul”

Protesto do Vem pra  Rua com o MBL
Protesto do Vem pra Rua com o MBL
Léo Motta/JC Imagem

No coração do camelô recifense, só dá camisa azul, o “uniforme dois”. A vendedora Maria do Carmo do Nascimento afirma que as blusas estão saindo muito menos: “A preferência é pela azul e para criança. Não está vendendo como antigamente”, afirma a comerciante. Um dos motivos elencados para a performance ruim é o uso da camisa amarela por manifestantes que defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) entre 2015 e 2016 em grandes mobilizações de rua.

A torcida do comércio é por um melhor desempenho da seleção de Tite, que mostrou resultados tímidos, como um empate em 1x1 com a Suiça e um dramático 2x0 em cima da Costa Rica.

Para a vendedora Maria Tarcísio, ainda há esperanças para uma melhora no comércio com uma participação mais forte do Brasil na Copa: “A gente espera que os jogos melhorem”, afirma. Chama atenção que o preço das camisas azuis, as mais vendidas, é mais alto: 40 reais, contra 35 das amarelas. Para crianças, o valor é de 28 reais.


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