GRIPE

SES mostra preocupação com crianças que não foram imunizadas

Grupo das crianças de seis meses a menores de 5 anos foi o único que o Estado não atingiu a meta de vacinar 90%

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 25/06/2018 às 15:50
Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil

As crianças de seis meses a menores de 5 anos estão no centro da preocupação da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Isso porque esse é o único grupo prioritário que o Estado não atingiu a meta de vacinar 90% contra a gripe (85,1% dos pequenos estão protegidos).

Poção, no Agreste do Estado, é o município onde os números estão bem abaixo do esperado. De acordo com a SES, apenas 49,88% das crianças se vacinaram. Santa Cruz do Capibaribe está em segundo lugar, com 54,39% do público imunizado; em terceira posição está Dormentes com 56,41%; seguidos de Afogados da Ingazeira com quase 60% e Lagoa do Carro com 64%.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo, para que atinja a meta de vacinação do grupo prioritário, os municípios com doses disponíveis podem ampliar vacinação.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunização aponta alguns motivos de ocasionaram a queda de vacinação de meninos e meninas. “Do ano passado para cá, ela vem caindo. Os pais falam em vários motivos: a criança estava doente na época da realização da campanha, o pai não teve tempo porque trabalhava o dia todo então não conseguiu levar o filho a unidade básica de saúde”, explicou.

Ana Catarina alerta, no entanto, que a vacinação é muito importante para as crianças. “Grupo de crianças é o grupo que, quando adoece, ele permanece mais transmitindo o vírus e ele agrava muito”, destacou..

Os detalhes na matéria de Kimberly Neri:

Vacinação geral teve boa adesão

Ao todo, 92,8% da população pernambucana foi vacinada durante a campanha. 121 municípios atingiram a meta mínima. De acordo com a Secretaria de Estadual de Saúde, até o dia 9 de junho, Pernambuco registrou 989 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que pode ser provocado por diversos agentes, entre esses vírus e bactérias.

Do total de casos, 32 tiveram resultado laboratorial confirmado para Influenza A (H1N1), 17 para Influenza A(H3N2), um para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e um para Influenza 1. No mesmo período de 2017, foram 1.051 casos de SRAG, com 67 confirmações para Influenza A (H3N2), 25 de Influenza B, 3 VSR e 1 para Influenza 1.

Este ano, também foram registrados sete óbitos de SRAG com resultados laboratoriais confirmados para influenza – cinco de Influenza A (H1N1) e dois de Influenza A (H3N2).